13ª Conferência da Federação Europeia das Comunidades Terapêuticas

A Phoenix Futures e a Ley Community tem o prazer de anunciar que a 13ª Conferência da Federação Europeia das Comunidades Terapêuticas (EFTC), será realizada no Keble College, em Oxford, Inglaterra. Esta é a primeira vez, na sua história de 30 anos, que a Conferência bienal da EFTC será realizada no Reino Unido – o lar do movimento da comunidade terapêutica na Europa. A conferência vai-se concentrar em três temas centrais:

Comunidades Terapêuticas e Ciência – prestará a Comunidade Terapêutica (CT), um tratamento baseada em evidências?

Retenção e Eficácia de Tratamento – o que poderão fazer as CT’s para melhorar as taxas de conclusão?

Cuidados Posteriores e Integração – como deverão as CT’s interagir com outros grupos para garantir uma recuperação sustentada?

A conferência terá a duração de quatro dias a partir do dia 20, até 23 de Septembro de 2011. Para consultar o programa, pesquisar no blog do evento ou fazer o registo, diriga-se ao Website da Conferência.

O local foi escolhido para proporcionar uma atmosfera de comunidade durante o evento. Todos os delegados poderão permanecer nas salas da faculdade, todas as refeições serão servidas na sala de jantar e o entretenimento nocturno será no bar do colégio. A Keble foi fundada em 1870. É hoje uma das maiores faculdades de Oxford e comprometida com os mais altos padrões académicos. A Keble College abriu as suas portas para apenas trinta alunos, em 1870, e a Capela foi inaugurada no Dia de São Marcos, em 1876. O arquitecto foi William Butterfield, cuja impressionante alvenaria policromática, “o mais aprovado estilo zebra” aos olhos dos seus críticos, serviu como uma afirmação desafiadora de uma posição da igreja distintamente elevada. Clique aqui para fazer um tour virtual do Colégio.

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Reflexão sobre a actualidade da comunidade terapêutica

O Instituto, World Federation of Therapeutic Communities (WFTC) de Génova, reuniu 200 pessoas dos 52 países representados na WFTC que estão envolvidos e comprometidos com o trabalho das comunidades terapêuticas e que contribuem com uma resposta ao abuso de substâncias globais e problemas relacionados.

Declaração dos participantes

Génova, 18 de Outubro de 2010 – As comunidades terapêuticas trabalham para ensinar pessoas a se reuniram numa comunidade, fazendo uso dela e ajudando a si mesmos atingir o mais alto nível possível de saúde física, mental e social. Servem também para alcançar o bem-estar, recuperar o sentido de coisas e valores que transcendem a auto-espiritualidade, e descobrir, por fim, uma nova filosofia de vida.
As comunidades terapêuticas têm trabalhado na assistência de pessoas com problemas de substância, em mais de 50 anos. Nesse tempo, muita coisa mudou:

  • o número de organizações envolvidas tem aumentado substancialmente, assim como a gama de serviços e intervenções oferecidas;
  • neste contexto, através de uma falta de compreensão, as comunidades terapêuticas em alguns países, têm sido usadas como último recurso para aqueles que não foram capazes de utilizar de uma forma convincente os outros serviços disponíveis ao invés de uma intervenção adequada, baseada na evidência da eficácia;
  • o quadro legislativo e regulamentar mudou, proporcionando novas oportunidades de serviços, mas também impondo exigências que poderão enfraquecer ou comprometer a eficácia da comunidade terapêutica;
  • aprendemos muito mais sobre a complexidade dos problemas vividos por aqueles que procuram a nossa ajuda, incluindo, por exemplo, abuso sexual na infância, problemas de saúde mental e graves problemas sanitários e sociais, muito para além dos típicos problema de drogas, desenvolvendo a nossa capacidade de resposta;
  • os múltiplos problemas vividos por aqueles que vêm ter conosco, exigindo várias intervenções em cada modalidade de tratamento que possam atender a essas necessidades complexas, embora o sistema de financiamento não reflicta esse fenómeno;
  • o contexto em que actuamos também mudou, com novas formas de dependência, uma ampla gama de substâncias utilizadas isoladamente ou em combinações, a normalização do uso de substâncias e o enfraquecimento de conceitos e comportamentos que suportam a solidariedade social e comunitária em favor do individualismo;
  • o peso acumulado das provas recolhidas ao longo dos anos tem demonstrado a eficácia da comunidade terapêutica em termos de resultados individuais e sociais e em termos de relação custo-eficácia;

Ler a declaração completa e original em dianova.org

IDT mantém secreta esperança que Governo reconsidere algumas dispensas

João Goulão, presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT), acalenta expectativas para que alguns dos 200 trabalhadores, anunciados como excedentários, se mantenham em funções nos quadros. Esta via de excepção inclui alguns dos psicólogos, técnico de apoio social e enfermeiros que aguardarão a resposta do Ministério da tutela quanto à possibilidade da manutenção do seu serviços, dependendo da reorganização em curso do IDT. As admissões estão fora de hipótese.

Apesar do baixo nível de afectação do instituto nos cortes orçamentais em comparação com outros organismos públicos, continua a ser bastante díficl determinar quantos dos 60 serviços de atendimento podem encerrar ou ser transferidos. No entanto, a reestruturação é para avançar embora possa sofrer alterações face ao levantamento que está a ser feito a nível regional.

“Estamos a trabalhar no pior cenário, até é possível que haja capacidade de manter alguns destes trabalhadores”, apontou o líder do IDT. Inevitável será o encerramento do CAT do Restelo, com a respectiva equipa a transitar para Oeiras.

“Uma Estufa sem papoilas”

A TSF deslocou-se às instalações da Dianova Portugal no que resultou a reportagem, “Uma Estufa sem papoilas”, realizada no âmbito do Prémio Mota Engil, da qual a Dianova integra a short list das 10 finalistas. Especializada na prevenção, tratamento e reinserção a nível da toxicodependência, a DIANOVA decidiu criar, em Abril de 2000, uma empresa de inserção invulgar: os Viveiros de Floricultura. Perto de Torres Vedras, é ali que mais de uma dezena de ex-toxicodependentes enterra o passado das drogas e planta uma nova vida. O projecto mereceu um lugar nos dez finalistas do Prémio Manuel António da Mota, destinado a instituições de solidariedade social. Um trabalho de Joana de Sousa Dias, Ana António e Luís Borges. A Viveiros constitui-se adicionalmente ao seu objectivo de reintegração sócio-profissional como uma das fontes diversificadas de geração de receitas que contribuem para a Sustentabilidade da Dianova visando incrementar o seu fim último: gerar Valor Social! Fiquem então com a reportagem.