Será a passagem de ano sinónimo de álcool em Portugal

No dia seguinte a uma das noites mais festivas do ano, muitos jovens comemoram até à manhã de dia 1. Mas para se divertirem na passagem de ano há um ingrediente obrigatório: o álcool. E há quem esteja atento a este comportamento típico e de risco dos adolescentes. Uma mala cheia de objectos para usar em acções de prevenção de comportamentos de risco. Na rua, no meio dos jovens, junto de pais, de professores e de profissionais de saúde.

A ideia é do médico psiquiatra Luis Patrício, ex-director do Centro das Taipas. Já está registada no Ministério da Cultura. Há sete anos pediu um parecer ao Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) mas continua sem resposta.

Uma mala de alumínio. Lá dentro, há testes de alcoolémia, imitações de drogas legais e ilegais, preservativos, jogos, vídeos, seringas. Um conjunto de objectos para usar numa acção pedagógica com o objectivo de prevenir comportamentos de risco. Pesa 15 quilos. Quem a transporta é o médico psiquiatra Luis Patrício, ex-director do Centro das Taipas.

É sexta-feira à noite, faz frio mas mesmo assim dezenas de jovens juntam-se para beber nas ruas de Santos, em Lisboa. Sentados nos degraus de casas, em bancos de madeira à porta dos bares, segurando copos de cerveja, garrafas de vinho envoltas em jornais ou papelão. Alguns têm muito menos de 18 anos. É assim todos os fins de semana. É para lá que Luis Patrício se dirige, acompanhado da psicóloga Leonor Santos com quem costuma trabalhar e de outros psicólogos da associação “Outros Olhares” que também intervêm habitualmente na prevenção de comportamentos de risco junto de jovens.

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Bebidas energéticas estimulam o alcoolismo

Segundo um estudo norte-americano, realizado junto de mil estudantes, chegou-se à conclusão que as bebidas energéticas, que supostamente ajudam os indivíduos a permanecer acordados, podem favorecer o alcoolismo. Estas bebidas, muito consumidas por adolescentes e estudantes, provocam nos seus consumidores inveterados, (52 ou mais unidades por ano) uma tendência para o alcoolismo, bebendo quantidades maiores de álcool durante uma festa e a contrair na idade adulta uma dependência do álcool.
A regulamentação destes produtos está a ser ponderada depois da agência norte-americana de regulação da alimentação e medicamentos (FDA) ter analisado desde há um ano bebidas como a Red Bull, Monster e Rockstar que contêm cafeína concentrada.

“A investigação indica que os que recorrem frequentemente às bebidas energéticas apresentam estatisticamente um risco forte de se tornarem alcoólicos e de beberem muito”, comprova-se no estudo, cujos resultados serão publicados na edição de Fevereiro de 2011 da revista Alcoholism: Clinical and experimental research.
Os investigadores da Escola de Saúde Pública, da Universidade do Maryland, reforçam este indicador: “É cada vez mais popular misturar álcool com bebidas energéticas. Como estas bebidas são altamente cafeinadas, isto pode conduzir a outros problemas, para além da falta de sono, como uma embriaguez desperta, no sentido em que a cafeína mascara o estado de ebriedade sem fazer diminuir os efeitos sobre o físico e o comportamento do bebedor”.
Os responsáveis por esta investigação precisam, “O indivíduo sente-se menos ébrio do que está realmente, o que o leva a beber ainda mais e a adoptar comportamentos de risco, como conduzir embriagado”.

Fonte:
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/11778518.html