“Filantropização” através da Privatização. Uma forma de gerar bens para as ONGs? Uma nova rota para o crescimento das Fundações nas Regiões em Desenvolvimento

Por Lester Salamon, Director at Johns Hopkins University and East-West Management Institute

Realizou-se no dia 13 de Setembro, em Hanover, na Alemanha,  uma conferência patrocinada pela companhia Volkswagen Foundation, cujo principal objectivo visou a exploração do potencial de captação de fundos de angariação para organizações de cariz social.

Acerca da Conferência

Mais de 500 fundações que emergiram através de transacções privadas em todo o mundo estão identificadas, e na Conferência em Hanover foi precisamente debatida a forma como estas fundações surgiram, o que conseguiram alcançar e quais as perspectivas futuras de construção de fundos de doação em diferentes áreas, nomeadamente no hemisfério Sul. Uma larga maioria de representantes da sociedade civil, do governos e líderes do sector empresarial, desde a Europa Ocidental, à Europa Central, Àsia, África e América do Sul marcaram presença neste evento.

Inúmeros empreendedores, desde o próprio Secretário-Geral da Volkswagen Foundation, Dr. Wilhelm Krull, bem como outras personalidades influentes no mundo empresarial, consideram esta “filantropização” através da privatização como algo de valioso e benéfico a adoptar.

Chamada de Atenção

O outro lado da moeda é marcado por vozes mais cépticas, que levantam questões respectivas à ideia de transferir fundos públicos para fundações, uma vez que as fundações estão longe do ideal das instituições e muitas vezes não é claro que o seu trabalho seja realizado em nome do “interesse público”.

Conclusão

Gerry Salole, membro do European Foundation Centre, expressou alguma frustração e apelou aos participantes da Conferência para que compreendessem a importância deste desafio bem como as consequências positivas que daí advinham.

No final, Matthew Bishop fez o balanço geral, e chamou a atenção para o facto de que nem o conceito de “privatização” nem de “filantropia” são absolutamente positivos no expoente máximo do seu significado, no entanto, ambos têm a capacidade de implementarem bons projectos se forem desenhados e seguidos da forma mais apropriada, sendo que os dois podem complementar-se para uma melhor produtividade.

http://ccss.jhu.edu/philanthropication-thru-privatization-a-way-to-build-charitable-assets

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