Reino Unido: 1/3 dos jovens adultos pondera a função de “trustee” no 3º Sector

 

Uma sondagem da ComRes realizada junto de 1005 jovens britânicos entre os 18 e os 35 anos mostra que 36% destes consideraria desempenhar a função de “trustee” [administrador]. O número sobe para 49% quando lhes é dito o que envolve ter este cargo no terceiro sector. Os dados são avançados pelo portal britânico Third Sector.

Cerca de três quartos dos inquiridos no último mês (73%) para a Charities Aid Foundation acreditam que ter mais jovens num cargo de administração no sector ajudaria as organizações sociais a empenharem “melhor” as pessoas da sua geração nas causas do sector.

O estudo avança ainda que dois terços dos entrevistados estão convictos que os mais jovens estariam mais aptos a relacionarem-se “mais” com estas organizações, se estas tivessem pessoas dentro da sua faixa etária na função de administrador.

Na sequência destes resultados, Paul Rees, director executivo da Charities Aid Foundation, defendeu que há mais jovens com vontade de entrar nas administrações das instituições do terceiro sector do que é assumido geralmente: “Muita gente presumirá que os jovens não estarão interessados em fazer carreira na administração de uma instituição de solidariedade. A nossa sondagem arrasa esse mito: há, na verdade, milhões de jovens que estão já lá ou querem ajudar estas instituições”.

De acordo com o estudo da ComRes para a Charities Aid Foundation, mais de metade dos inquiridos (57%) estaria mais propensa a apoiar estas organizações no futuro, se fossem actualmente administradores. 64% acreditam que passar pelo cargo de “charity trustee” [administrador de uma instituição de solidariedade social] melhoraria as suas perspectivas de carreira.

 

Ser “trustee” no 3º sector: uma oportunidade para progresso na carreira?

No dossier “Trustees 2012”, publicado no diário britânico The Guardian no passado dia 10 de Outubro, é lançado o alerta para as dificuldades das instituições de solidariedade no Reino Unido em recrutar administradores [cerca de metade assumem esse problema], mas simultaneamente há um tom de mudança no discurso. “Desempregados qualificados e outros jovens presos a trabalhos que requerem um baixo nível de formação estão a virar-se para cargos dirigentes [no terceiro sector] para desenvolver as suas competências e aumentar as suas oportunidades no mercado de trabalho” posteriormente, escreve a jornalista Debbie Andalo. “Isto dá aos jovens um sentido de finalidade e é também uma forma de estes desenvolverem as competências que poderiam ter adquirido se já tivessem estado numa profissão mais exigente”, defende Sarah Hodgkinson, directora-geral da instituição de solidariedade social Getting on Board.

Há em Inglaterra e em Gales mais de um milhão a desempenhar o cargo de administrador, sendo que apenas 0,5% têm entre 18 e 24 anos. Dois terços contam mais de 50 anos. A Charity Comission do Reino Unido recomenda um “recrutamento criativo” neste tipo de organizações, que passe por direcções com mais mulheres, mais jovens e mais representantes de minorias étnicas, que melhor reflictam as suas comunidades, pode-se ler também no dossier do Guardian “Trustees 2012”.

Em Portugal a questão da idade nas administrações do terceiro sector ainda não foi alvo de qualquer estudo ou sondagem relevante.

 

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