3º Sector | Mulheres mais satisfeitas com igualdade de oportunidades nas Cooperativas

 

O trabalho em cooperativas é mais favorável às oportunidades de promoção laboral das mulheres. E também à conciliação trabalho/vida pessoal, ao desenvolvimento profissional e a uma justa remuneração, defende um estudo apresentado ontem em Bruxelas, no âmbito da “SME Week”.

O emprego no feminino é um dos temas deste certame dedicado às pequenas e médias empresas, às quais se anexam as cooperativas [por empregarem menos trabalhadores do que as grandes empresas], numa iniciativa internacional, celebrada em 37 países e organizada pela Direcção-Geral das Empresas e da Indústria da União Europeia.

De acordo com o estudo apresentado ontem em Bruxelas pela cooperativa francesa CGS Coop, e que reporta a realidade em França, três quartos das mulheres inquiridas indicaram que estavam satisfeitas com as suas oportunidades de promoção dentro das cooperativas. E 72% responderam que não havia diferença nos níveis de remuneração entre mulheres e homens nos seus locais de trabalho.

“Embora 20% tenham registado que havia diferenças na tabela salarial, os resultados devem ser colocados no contexto da média em França, em que os homens recebem geralmente salários mais altos do que as mulheres por um trabalho equivalente”, perspectivou Catherine Friedrich, da CGS Coop ao site informativo da União Europeia Euractiv.

Também os estudos vindos de Espanha e Itália, apresentados no âmbito deste certame, ilustram uma tendência semelhante à francesa: a maioria das mulheres empregadas em cooperativas estava satisfeita com o equilíbrio trabalho/vida pessoal e com as oportunidades profissionais.

 

Perfil das mulheres nas cooperativas

Têm 40 anos, são mais qualificadas do que as mulheres do sector não-cooperativo, têm em média duas crianças e famílias maiores do que a média dos seus países de origem. É este o perfil geral das mulheres que trabalham em cooperativas sociais, especialmente nos ramos da saúde, da educação e do turismo, traçado num relatório da COCETA – Confederação Espanhola de Trabalhadores de Cooperativas.

Em 2011 e 2012 aumentou o número de mulheres empregadas no sector. “É uma boa forma de criar empregos nos bons e nos maus períodos”, recordou Paloma Arroyo, directora da COCETA, que adianta que estas costumam ter um “papel de mediação, podem desfrutar de um melhor conciliação trabalho/vida pessoal e remunerações e oportunidades de educação semelhantes aos homens com funções congéneres”.

As cooperativas permitem às mulheres “ser parte da estrutura de gestão, e as mulheres estão, de uma forma impressionante, mais satisfeitas a trabalhar dentro destas cooperativas do que noutras empresas. Há um diálogo social forte que acontece fora das estruturas sindicais e, por isso, mais independente”, conclui Arroyo ao Euractiv.

 

Modelo cooperativo mais resiliente face à crise, defende estudo

No final de Junho, o relatório “A Resiliência do Modelo Cooperativo” – da autoria da CECOP (Confederação Europeia de Cooperativas de Trabalhadores, de Cooperativas Sociais e de  Empresas Sociais e Participativas) – dava conta de que o sector cooperativo provou ser mais durável e resiliente do que as outras empresas face à crise.

A investigação, que punha a tónica na salvaguarda de empregos e na inovação nas cooperativas, vai ser seguida de um estudo compreensivo da integração das mulheres no mundo do trabalho em países como Espanha, Itália e França, a apresentar em breve.

“Foi notado que a resiliência das cooperativas de trabalho e sociais face à crise é mais acentuada em países que efectuaram uma forte implementação deste tipo de cooperativas”, pode-se ler no relatório da CECOP.

“Mesmo quando as cooperativas estão presentes em mercados altamente competitivos elas têm sucesso, porque são orientadas por objectivos a longo-prazo e podem contar com os seus próprios recursos”, afirmou Benoît Hamon, deputado francês para a Economia Social e Solidária, no Parlamento Europeu, em Junho passado.

 

Entretanto, na Semana das Pequenas e Médias Empresas…

A SME Week – em curso, até 21 do corrente mês – pretende ser um fórum de discussão de empresários, investidores e legisladores para promover o sector empresarial e o empreendedorismo, e para informar os empresários acerca do apoio disponível para eles a um nível local, regional, nacional e europeu.

As pequenas e médias empresas representam 99% dos negócios a Europa. “O seu desenvolvimento e crescimento é essencial para melhorar a competitividade e fortalecer a atractividade da Europa como um lugar para o investimento e produção”, lembra o portal Euractiv.

Entre as 1500 iniciativas a decorrer em 37 países, destaca-se o Dia das Mulheres na Roménia, na Hungria e na Polónia, e uma cimeira sobre programas e fundos, que tem lugar hoje em Bruxelas.

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