Dia Mundial da Saúde Mental | “Depressão: Uma Crise Global”

 

A depressão afecta mais de 350 milhões de pessoas de todas as idades, em todas as comunidades, sendo este “um contributo significante para o fardo global da doença”, recorda a OMS na celebração desta efeméride, subordinada ao tema “Depressão: Uma crise global”. Apesar da eficácia conhecida a vários tratamentos, em alguns países apenas recebem-no cerca de 10% dos pacientes que necessitam dele, alerta a BBC News.

Por exemplo, na Nigéria, um quarto dos pacientes consultados em centros de saúde locais tem sintomas significativos de depressão, e apenas um em seis a quem foram diagnosticados transtornos mentais receberam um tratamento de qualquer tipo.

Por outro lado, para mitigar este problema, vão-se desenhando alguns projectos, vindos por exemplo do Grand Challenges Canada, um fundo para a Inovação para o Desenvolvimento criado pelo governo canadiano em 2008. Um dos projectos deste fundo passa pelo uso de telemóveis para prestar assistência imediata e acessível às mulheres nigerianas que sofrem de depressão pós-parto.

Outra iniciativa vai servir-se das redes locais de saúde e da telemedicina para ajudar os afegãos que padecem de doença mental. “Há muito pouco orçamento para as inovações na área da saúde mental nos países em vias de desenvolvimento, onde a doença mental é a mais negligenciada das muitas doenças descuradas”, frisa Peter Singer, do Grand Challenges Canada, à BBC News. “É uma terrível negação do potencial humano”, conclui.

Se falarmos no geral, em todo o tipo de perturbações mentais, os dados da OMS alusivos aos países em vias de desenvolvimento são ainda mais alarmantes: cerca de 450 milhões sofrem de perturbações mentais em todo o mundo, sendo que três quartos vivem nestas nações. Oito em cada dez dos pacientes destes países em desenvolvimento não recebem qualquer tratamento e alguns destes países têm menos do que um especialista de saúde mental por um milhão de pessoas. Por exemplo, na capital do Gana, há algumas instituições de saúde mental a negligenciarem os seus pacientes, deixando-os nus e com fome.

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