Hepatite C: Cura para infecção em 2025?

Após a aprovação dos primeiros fármacos antivirais de acção directa para pessoas com infecção por Hepatite C, os ensaios clínicos revelam que houve um aumento da resposta virológica sustentada. Um estudo prevê inclusive a cura a 100% para 2025.

Estes foram algumas das informações partilhadas por peritos internacionais numa “conferência especial” – como lhe chamaram as entidades promotoras – subordinada ao tema “Terapia da Hepatite C: Aplicação clínica e desenvolvimento de fármacos”, em Praga, República Checa, entre 14 e 16 de Setembro. A organização do certame ficou a cargo da European Association for the Study of the Liver (EASL) e da American Association for the Study of Liver Diseases (AASLD).

“Assegurar que os delegados [de saúde] são informados sobre todos os dados clínicos mais recentes” dos ensaios de antivirais de acção directa (DAA) para o tratamento da infecção por hepatite C e “compreender as limitações dos actuais tratamentos e os potenciais benefícios de novos tratamentos” eram dois dos principais objectivos desta conferência, segundo a página oficial da EASL na Internet.

Neste sentido, foi revelado que, após a aprovação dos primeiros fármacos DAA, os ensaios clínicos demonstraram que, em doentes com infecção por genótipo 1, a resposta virológica sustentada aumentou de 40% para o intervalo de 70 a 80%, próxima da cura.

Também um estudo da Health Protecton Agency, do Reino Unido, evidenciou o custo-eficácia desta terapêutica a médio-prazo (10-15 anos), aplicada em pacientes com doença moderada, isto é, cirrose compensada.

“Este é o início de uma época de grande esperança para o tratamento da infecção por Hepatite C, havendo mesmo quem vislumbre a cura em 100% dos casos em 2025”, afirmou em nota à imprensa o deputado português Ricardo Baptista Leite, presente no congresso onde “ficaram evidentes os avanços históricos que se estão a alcançar” nesta matéria.

Na conferência de Praga foram ainda discutidos assuntos como a interrupção do tratamento baseado nas avaliações da sua futilidade, a consciencialização dos médicos para os efeitos secundários das terapias e para as limitações dos dados clínicos acerca dos novos fármacos. Foi ainda partilhada opinião especializada sobre opções de tratamento ideal para pacientes que nunca foram tratados antes e para pacientes que tiveram anteriormente um tratamento ineficaz com “Interferon” e “Ribavirin”.

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