Inovação na União Europeia: Cortes ou reforço em tempo de crise?

93% dos europeus acreditam que investir na inovação é um dos melhores modos de criar empregos na Europa – um aumento de 7% em relação há dois anos, de acordo com o segundo barómetro da União Europeia para a Inovação, publicado anteontem. Mas alguns deputados europeus prevêem que o orçamento europeu para a Investigação e Inovação mingúe, de acordo com o portal Euractiv.

 

Também 56% dos inquiridos para o Barómetro são da opinião que a actual crise económica colocará a inovação numa posição menos prioritária na agenda da União Europeia, quando o orçamento para a inovação para o período 2014-2020 for discutido.

Entretanto, a Comissão Europeia e o Parlamento já fizeram saber que querem ver os fundos para a investigação na ordem dos 80 mil milhões de euros no próximo orçamento multianual, o chamado MFF (Multi-annual financial framework).

“Na altura em que instituições debatem o próximo MFF, eu encorajá-la-ias a proteger os 80 mil milhões de euros destinados à investigação e à inovação, no âmbito do programa Horizonte 2020”, propôs o deputado europeu Sean Kelly, num evento parlamentar de apresentação dos dados do barómetro da OCDE.

Por sua vez, o polaco Jan Olbycht, vice-presidente do Partido Popular Europeu, acredita que a investigação não levará a “parte de leão” do orçamento, o que considera afectar todas as outras áreas da política europeia. “Sabemos que nos vamos deparar com reduções no MFF e é irrealista imaginar que haverá reduções noutras áreas, como a agricultura ou os fundos de coesão, sem que haja uma redução no orçamento para a investigação”, vaticina Olbycht ao portal Euractiv.

A discussão do orçamento da União Europeia para 2014-2020 está agendada para o período entre Novembro deste ano e Fevereiro de 2013.

 

Inovação, “um agente catalítico” para o rejuvenescimento económico?

Os receios de que haja um desinvestimento na investigação também estão espelhados num recente relatório da OCDE. O documento revela que a fraca recuperação económica tem levado a uma permanente frouxidão no investimento das empresas em investigação e desenvolvimento, especialmente na Europa ocidental e do Sul.

Mesmo a perspectiva para a França, a Alemanha, o Reino Unido e os Estados Unidos da América é incerta, revela o relatório.

“Acreditamos que a inovação possa ser o agente catalítico para um rejuvenescimento económico para a Europa, mas isso não pode acontecer no vácuo. Precisamos de criar um ambiente que promova, incentive e compense a inovação, no seu sentido mais amplo, através dos sectores público e privado”, afirmou Hendrik Bourgeois, vice-presidente dos Assuntos Europeus.

O mesmo conclui que “se a Europa quer competir e manter a sua posição de maior potência económica, precisa de se tornar mais competitiva e responder às condições de um mercado em mudança”.

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