Estudo: Competências das pessoas no centro de uma boa “governance”

As instituições de solidariedade social que queiram melhorar os seus planos de governance devem focar-se mais nas competências dos seus recursos humanos do que nas estruturas internas. Esta é a principal conclusão do estudo “Delivering Effective Governance”, realizado em território britânico no final do ano passado e divulgado hoje.

O relatório debruça-se sobre os resultados de um estudo realizado entre Outubro e Dezembro. 228 presidentes e directores-gerais de 500 das maiores instituições de solidariedade social do Reino Unido responderam ao repto da consultora Compass Partnership, que teve como parceiro nesta investigação o Centre for Charity Effectiveness da Cass Business School.

O estudo teve como objectivo analisar e divulgar as percepções dos conselhos de administração das maiores instituições do país e identificar factores-chave de uma governance eficaz. “Se tem havido indicadores para o que constitui uma boa governance, tem havido poucas evidências empíricas”, pode-se ler na descrição do estudo dirigido por Mike Hudson.

Se há um dado a destacar, será o facto de 65% dos inquiridos terem afirmado que o seu conselho de administração passou menos de três horas por ano a discutir a performance da governance.

Uma das sugestões incluídas no relatório é a de que as avaliações da performance dos presidentes e a presença dos gestores nas reuniões são mais importantes para uma boa governance do que as preocupações estruturais, como a dimensão do conselho administrativo ou os mandatos.

A Compass Partnership propõe, assim, às instituições de solidariedade social que queiram melhorar os seus planos de governance que se foquem mais nas competências das pessoas do que nas estruturas internas.

De acordo com o portal Third Sector (UK) Hudson, director da consultora, afirmou que muitos dos membros dos conselhos de administração têm andado muito preocupados com o trabalho das suas instituições, não dispondo de tempo necessário para avaliar a sua própria eficácia.

Os investigadores identificaram ainda 20 factores-chave que devem ser atendidos por uma organização, de forma a alcançar uma boa governance. No topo da lista estão hábitos como trabalhar bem como equipa e assegurar que os membros do conselho têm as competências exigidas e a experiência. Quanto mais tempo os conselhos se reunirem para discutir como trabalham, melhor, recomenda a consultora.

“Agora os conselhos de administração e os gestores podem usar estas descobertas empíricas para focar os seus esforços nas características de governance que se traduzem em resultados”. Assim se pode ler no fecho da nota descritiva do estudo.

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