Associações querem ver reforçadas verbas do POPH dirigidas às empresas

Apesar de reconhecerem que o Programa Operacional Potencial Humano (POPH) é um sucesso, inclusive, a nível europeu, gostariam de ver reforçadas as verbas afetas às empresas. Disto nos deram conta os responsáveis da Associação Industrial Portuguesa (AIP), da Associação Empresarial de Portugal (AEP) e do Conselho Empresarial do Centro (CEC).
“Consideramos que, no quadro atual, as empresas carecem de formação profissional mais adequada às suas realidades específicas e menos padronizadas e, por isso, defendemos, uma maior afetação de verbas para o eixo 3”, destaca à VE a diretora de Formação e Consultoria da AIP, Norma Rodrigues. O mesmo diz o vice-Presidente da AEP, Paulo Nunes de Almeida. “Existindo uma execução globalmente satisfatória, nem sempre as expectativas dos empresários foram satisfeitas, na medida em que os eixos, diretamente, destinados às empresas foram muito insuficientes para satisfazer as necessidades de formação do tecido empresarial”. E acrescenta: “Seria desejável aumentar as linhas de financiamento direto para projetos empresariais de melhoria da produtividade e de outros fatores dinâmicos de competitividade”.
“O reduzido peso da intervenção orientada para as empresas é um dos pontos mais assinalados pelas empresas. Concretamente, a formação para empresários e, muito em particular, a formação-ação, a qual ficou aquém que as empresas precisavam e desejavam”, relatam, por sua vez, as fontes do CEC. Mas há outros aspetos que podiam ser alvo de melhoria.
A AIP, por exemplo, fala na necessidade das regiões de “Phasing Out” – região objeto de uma saída faseada do Objetivo Convergência – serem alvo de uma maior dotação de verbas. “Ocorreu, recentemente, a abertura da medida 3.2 para Lisboa e o Algarve, mas a comparticipação financeira das empresas é muito elevada face ao contexto de crise”, lembra Norma Rodrigues. Esta responsável defende ainda que o eixo 5 ligado ao empreendedorismo vá para além dos estágios profissionais e inserção de desempregos e alarge também a sua ação à criação de empresas, através de metodologias ativas. “Impõe-se também uma maior articulação entre o POPH e outros programas do QREN”, acrescentou.
Paulo Nunes de Almeida refere-se também a este último aspeto, dizendo ainda que “continuam a ser necessárias medidas e programas mais focados na resolução dos problemas mais prementes das empresas, na transformação qualitativa do fator humano e na criação de novas empresas”. Uma vez mais, as associações empresariais estão de acordo, já que o CEC fala, igualmente, das “dificuldades que as empresas enfrentam quando estas procuram formações mais especializadas e de maior exigência”. E acrescentam: “As limitações regulamentares e orçamentais impedem um acesso das PME ao programa”.
Razão pela qual têm de ser privilegiadas umas áreas em detrimento de outras. O interesse das empresas vai, sobretudo para a internacionalização, vendas e mercados, gestão industrial, tecnologias de informação e comunicação. E ainda para a redução de custos, produção, área financeira, bem como comportamental. As associações também desempenham uma papel nesta área com o CEC a destacar programas como o QI PME Centro, a AIP e Move PME e a AEP a Iniciativa Formação de Empresários.

Fonte: Vida Económica

Deixe um comentário

Ainda sem comentários.

Comments RSS TrackBack Identifier URI

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s