Formação IES powered by INSEAD

INSCRIÇÕES ABERTAS até ao dia 19 de Setembro. Embora já com bastantes candidaturas de muita qualidade recebidas, o IES vai ao encontro dos inúmeros pedidos para alargar o prazo de candidaturas devido ao período de férias. Pode-se inscrever no ISEP até 19 de Setembro em www.ies.org.pt ou enviando o formulário para ester@ies.org.pt.

O ISEP Portugal vai realizar-se de 17 a 21 de Outubro em Cascais, para líderes ou gestores de projectos que visam o impacto social já implementados há pelo menos 2 anos e que querem aprender e praticar ferramentas para acelerar o crescimento, potenciar a escala, avaliar o impacto e desenvolver competências de liderança e inovação.

ISEP é o único programa de gestão adaptado a Empreendedorismo Social com qualidade INSEAD em Português.

A turma do I ISEP Portugal vai reunir um grupo de excelência de gestores e empreendedores de iniciativas já implementadas com forte missão social para acelerar o seu desenvolvimento e potenciar a transformação social. Podem também participar técnicos, investidores, gestores e pesquisadores que queiram entender a lógica do Empreendedorismo Social e como melhor podem apoiar e trabalhar com projectos sustentáveis.

A formação, capacitação e ligação em rede de Empreendedores Sociais é uma aposta do IES para transformar ideias, energia e projetos em soluções efetivas, inovadoras, escaláveis e com impacto social.

O ISEP Portugal é um programa dinâmico que alavanca competências e conhecimento em gestão do INSEAD e a experiência de terreno do IES para desenvolver a melhor formação em português para empreendedores e gestores sociais. Consiste numa semana intensiva com uma mistura equilibrada entre conhecimento académico e análise de casos práticos sobre a inovação de modelos de negócio, gestão de organizações híbridas, liderança, desafios e processos de expansão, crescimento e sustentabilidade.

Programas de Formação IES Powered by INSEAD

A relação de parceria com o INSEAD é, desde o início, um dos pilares da estratégia do IES de produzir e promover conhecimento de excelência em Empreendedorismo Social. O INSEAD, (escola de gestão no top 5 mundial) conta com uma larga experiência na área de Empreendedorismo Social, tendo criado o ISEP, um programa de formação de executivos pioneiro a nível mundial.

O IES tem acesso ao conhecimento de ponta do INSEAD e adapta programas já com histórico de êxito para o mundo português. Vai incluir casos de sucesso e boas práticas da CPLP que serão depois partilhados na rede do INSEAD. Levando também o que melhor se faz em português para o resto do Mundo.

Em 2011, com o apoio de Fundação EDP e Câmara Municipal de Cascais estão a ser desenvolvidos e realizados dois programas de Formação IES Powered by INSEAD, em Português: o ISEP (com uma edição em Outubro) e o Bootcamp para futuros empreendedores sociais (com edições em Junho e em Setembro). As primeiras edições do Bootcamp receberam nota máxima pela qualidade e relevância dos conteúdos e dinâmicas, e pela oportunidade única de fazer parte de uma rede de agentes de mudança.

Mais informações em: IES.org

O Verão de Anya

Reportagem: Rita Montez
Fotografia: José Cária

Anya Kot, 12 anos, já conhece bem os cantos à casa de Maria João e Hernâni Leitão. A rapariga ucraniana é alta e esguia, de ar frágil e doce. Mas os seus mais de 1,70 metros de altura são enganadores.

É ainda uma criança, que tem como sua melhor companhia em Portugal o João, de 6 anos e neto do casal que a acolhe. Maria João, apesar dos seus 57 anos, está já há algum tempo reformada da banca. O marido, com 59 anos, trabalha como gestor de negócios na Liberty Seguros.

À nossa chegada, Anya aninha-se no sofá junto da sua “segunda família” até que, aos poucos, começa a perder a timidez e vai mostrando o seu português quase perfeito. Há três anos que deixa a sua aldeia natal de Musiiky a 40 km da maldita e desativada central nuclear de Chernobyl, que explodiu em 1986, para gozar seis semanas de férias, longe da poluição, em Peniche.

“Cerca de 80% das crianças que vivem nas cidades e aldeias à volta de Chernobyl estão doentes. Sofrem de problemas cardíacos, digestivos e sanguíneos. E já nasceram muitos anos depois do desastre”, relata Hernâni. Trata-se, afinal, da pior catástrofe nuclear da História. Anya, por exemplo, tem uma anemia congénita.

O projeto Verão Azul, que tem trazido Anya até Peniche, é muito claro. “Esta não é só uma iniciativa de beneficência, para proporcionar seis semanas de férias a crianças com poucos recursos. É um período durante o qual queremos que estes jovens vivam em ambientes livres de radiações”, explica Fernando Pinho, coordenador nacional do Verão Azul. A ideia surgiu há quatro anos, após este responsável da Liberty Seguros ter conhecido um programa semelhante em Espanha, desafiando, depois, os seus colaboradores a replicá-lo em Portugal. Ao fim de um ano de burocracias e de viagens a Kiev, para cumprir os formalismos exigidos, foi criada a Associação Cultural e Recreativa e de Solidariedade, para gerir o programa no nosso país. Fernando Pinho alerta para que, pelo menos por agora, a associação só aceita candidaturas de famílias de acolhimento que trabalhem na seguradora.

“É preciso ter muito cuidado com os agregados que escolhemos”, justifica.

FÔLEGO VITAL

A adesão é voluntária e, tirando casos pontuais de dificuldades na adaptação das famílias a estas crianças, todas elas originárias da aldeia de Musiiky, a experiência tem-se repetido, ano após ano.

Este verão, encontram-se em Portugal 11 crianças, entre os 10 e os 15 anos. “Quando se aproxima a data de chegada da Anya, começamos a contar os dias que faltam”, diz, a sorrir, Maria João Leitão.

Ler mais: Visão

Uma cidade americana encontrou alternativa para a crise

Acossada por uma recessão que encerrou boa parte das empresas tradicionais na economia de uma cidade de 116 mil habitantes, a cidade da Califórnia Vallejo tem nos dispensários de Cannabis o que parece ser o único negócio próspero da região, na periferia norte de São Francisco.

No dispensário médico do centro colectivo da pequena cidade de Vallejo, no Norte da Califórnia, há diariamente à venda as comuns doses de Cannabis e uma cada vez maiorvariedade de produtos para servir com categoria quem não gosta de consumir um cachimbo ou um cigarrinho de «erva»: azeite com Cannabis, molho barbecue de Cannabis e até manteiga de Cannabis ou muffins com Cannabis. Eis o que distingue este dispensário entre os 15 existentes na cidade: por dia, atende de sessenta a cem clientes. É o que se chama um bom negócio.

A cidade entrou na bancarrota em 2008 (saiu de lá no início de Agosto passado), as empresas fecharam, o valor das propriedades caiu e foi preciso despedir polícias, reduzindo o pessoal em 33 por cento. Com isso, destaca o Bloomberg Businessweek, as autoridades locais ficaram sem meios de fiscalizar a legalidade destes dispensários. Nem sequer sabem ao certo quantos são (15 ou 20, diz-se) e muito menos conseguem processá-los, na tentativa de os fechar.

Os dispensários, que só podem ser considerados legais se cumprirem uma série de requisitos, entre os quais uma conta bancária empresarial e seguros de saúde para os empregados, vão operando nos intervalos da crise, mas o dono de um deles afirma que toda a gente quer ficar do lado da lei e ser «considerada parte da comunidade» e, como tal, pagar os seus impostos e taxas. Os eleitores estão a ser chamados a votar por um imposto de dez por cento sobre as vendas, e quem sabe a retoma da cidade não se faz à conta destes negócios.

Fonte: Diário de Notícias/Notícias Sábado