Organizações humanitárias pedem 104 milhões para o Corno de África

Dezenas de milhares de somalis estão a morrer de causas relacionadas com a fome dos últimos meses no Corno de África, região que inclui ainda o Quénia, a Etiópia, o Sudão e a Eritreia, e vários milhões precisam de rações de emergência. A Somália é o país mais afectado; a ONU declarou a fome generalizada em cinco regiões do país. Pelo menos seis em cada 10 mil crianças morrem todos os dias na Somália, dizem as Nações Unidas. Todas as organizações internacionais que operam na região estão a pedir ajuda rápida.

Uma conferência de políticos africanos e representantes de organizações internacionais, com o objectivo de retomar a assistência às vítimas da seca, que devia ter tido lugar na semana passada, foi adiada para a próxima, apesar da gravidade da situação.

A agência para a alimentação e a agricultura das Nações Unidas, FAO, comunicou que tinha pedido 161 milhões de dólares (113 milhões de euros) para salvar as vítimas da fome na região e até ao momento recebeu, ou tem promessas de receber, apenas 57 milhões de dólares (40 milhões euros) para apoiar a população em risco imediato de vida. A agência da ONU convidou os ministros da Agricultura dos 191 países-membros para uma reunião a 18 de Agosto com o objectivo de alcançar um acordo quanto a medidas urgentes para evitar o agravamento da crise.

A seca deste ano foi considerada “a pior no Sudoeste Africano nos últimos 60 anos”. No Corno de África, a agricultura representa 75% do emprego. Os analistas concordam que há mais razões pelas quais a situação se agravou e no início de Abril as pessoas começaram a morrer. O facto de o número de habitantes da região crescer a uma média de um milhão por ano está a provocar demasiados problemas numa região que, só por si, já tem poucos recursos alimentares. Também este ano os especuladores fizeram com que o preço do trigo no mercado internacional aumentasse 75%, o que encareceu a ajuda internacional.

O aumento dos ganhos com a venda de produtos agrícolas para fabrico de biocombustíveis levou parte da população africana a abandonar a produção alimentar. O delegado do governo alemão para os assuntos africanos, Günter Nooke, acusa a China de ser co-responsável pela fome no Corno de África, “porque muitos investidores chineses compram terras e retiram aos pequenos agricultores a base de sobrevivência”.

Continue a ler esta notícia no site do I online

Advertisements

Deixe um comentário

Ainda sem comentários.

Comments RSS TrackBack Identifier URI

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s