Jovens que frequentam a noite de Coimbra são os que mais conduzem bêbedos ou drogados

Coimbra, Lisboa e Funchal são as três cidades a subir ao pódio das localidades portuguesas com maior quantidade de jovens que consomem drogas. A cidade dos estudantes é mesmo a segunda com o maior consumo de cannabis e anfetaminas, com 40 por cento e dois por cento dos jovens a afirmarem já ter consumido este tipo de substâncias, respetivamente.

Os números foram revelados esta semana após a apresentação de um estudo realizado, entre 2007 e o ano passado, pela rede IREFREA (rede europeia de profissionais de prevenção) – e não da Agência Europeia de Informação sobre a Droga como, erradamente, ontem veio a público. O estudo analisou os comportamentos dos jovens de nove cidades. Para além de Coimbra, foi feito em Aveiro, Viseu, Angra do Heroísmo, Funchal, Lisboa, Porto, Viana do Castelo e Ponta Delgada.

144 inquiridos em duas casas noturnas de Coimbra

O estudo incidiu sobre a população que frequenta estabelecimentos de diversão noturna. Em Coimbra, foram questionados 144 jovens, em dois destes estabelecimentos. As respostas dadas mostram que Coimbra conta ainda com um dos maiores índices de comportamentos de risco: 44 por cento dos jovens inquiridos já conduziram sob o efeito de álcool ou drogas. Neste âmbito, Coimbra ganha com o maior índice nacional.

E a intimidade também não escapa. No que toca à sexualidade, 64 por cento dos jovens de Coimbra indagados afirmaram já ter tido relações sexuais sob o efeito de álcool. As drogas também estiveram presentes nos momentos íntimos de 30 por cento dos inquiridos.

Noitadas são tentação

Outra das conclusões do estudo mostra que os jovens portugueses que saem à noite têm 10 vezes mais probabilidade de experimentar drogas, em comparação com aqueles que não frequentam espaços de diversão noturna. Da amostra nacional analisada, cerca de dois em cada três notívagos declararam ter consumido estupefacientes, pelo menos, uma vez na vida. E nem a educação superior salva os jovens de Coimbra, visto que mais de 80 por cento dos inquiridos que saem à noite têm formação universitária.

“É preciso lutar contra esta atual generalização e normalização do consumo recreativo de drogas, bem como contra a adoção de outros comportamentos de risco associados”, alerta Manuel Pinto Coelho, presidente da Associação por um Portugal Livre de Drogas, em comunicado. Segundo o dirigente “o primeiro passo é a informação”.

Fonte: As Beiras

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