O presidente da APLD diz que “há uma cultura de intoxicação”

Terminou ontem a reunião em Viena, Áustria, da Comissão de Estupefacientes, inserida no departamento da ONU para a Droga e o Crime (United Nations Office on Drugs and Crime), com uma série de intenções que apelam a uma maior cooperação internacional entre todos os países do mundo.

Relativamente aos tratamentos da toxicodependência, o presidente da APLD, Manuel Pinto Coelho, presente na conferência, lamentou que as declarações não tivessem incluído a expressão “livre de drogas” (drug free).

Para o especialista, no que diz respeito ao tratamento, há uma posição dominante e global que aponta para curas com drogas de substituição, o que, no entender de Manuel Pinto Coelho, é “deixar cair a toalha”. O presidente da associação, que apresentou uma comunicação na conferência, referiu que “vivemos hoje uma cultura de intoxicação, onde a expressão ”livre de drogas” se está a tornar surpreendentemente fora de moda”.

Manuel Pinto Coelho acredita que essa intoxicação poderia ser substituída pela cultura da observação, que deixasse de olhar para a dependência como um todo, mas se debruçasse sobre cada um dos toxicodependentes. Uma espécie de substituição da cultura do pronto-a-vestir pelo tradicional alfaiate.

Artigo original em ionline.pt

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