Entrevista a Celso Grecco, autor da Bolsa de Valores Sociais.

Nome: Celso Rocha Grecco. Nasceu: S. Paulo, Brasil. Viaja constantemente de lá para cá. Formação Académica Licenciado em Comunicação e Marketing Herança Humanitária «Do meu avô materno, um homem muito espiritual, natural de Lamego». Filhos: Dois rapazes, um estuda Psicologia e o outro Direito. Convicção: «O mundo está mais ruim, mas temos mais instrumentos para agir»

Como é que tudo começou?

Muito lá atrás comecei com jornalismo. Depois aceitei um convite para uma agência de Publicidade e Marketing, no departamento de relações públicas. Paralelamente estava envolvido, por convicções pessoais, em projectos sociais.

Diz que um dia se cansou de vender coisas de que as pessoas não precisavam…

Cansado já estava, mas a vida me abriu uma oportunidade. Ali por 98/99 o Brasil colocou na agenda das empresas a responsabilidade social, falava-se muito da importância das empresas darem o seu contributo para uma sociedade mais justa, e os meus clientes da agência diziam: «Olha, Celso, agora temos de fazer um projecto de apoio a organizações sociais, você gosta desses assuntos, nos ajuda nisso.» E aí percebi que havia uma oportunidade de fazer profissionalmente, com método e rigor, aquilo que eu fazia pro bono nos tempos livres.

Nessa altura fundou a Atitude?

Exacto. Uma consultora de comunicação para a sustentabilidade e responsabilidade social, ajudando clientes a criarem os seus projectos. Porque uma das críticas que faço aos programas das empresas é que eles são, ainda na sua grande maioria, periféricos ao negócio da empresa. A empresa trabalha na área da tecnologia, e na hora de fazer o seu programa de responsabilidade social resolve fazer uma coisa com educação, por exemplo. Então o que seria uma chance de um grande contributo torna-se algo marginal, um departamento, ou alguém dos recursos humanos ou do marketing que fica encarregado de distribuir cheques para umas organizações sociais, para causas, sem que isso tenha uma conexão lucrativa profícua entre a empresa e o que ela está fazendo.

Por isso a Bolsa do Brasil lhe pediu um projecto?

A Bolsa de Valores do Brasil queria um projecto, mas não sabia qual. E eu disse: «Olhem, vocês têm uma verba, digamos que seja de um milhão, e se forem escolher apoiar organizações o limite do vosso contributo vai ser ditado apenas pelo factor limite do dinheiro.» E isso é muito pouco. E aí sugeri-lhes a ideia da Bolsa de Valores Sociais, uma ideia nova, mas dentro do expertise deles.

Uma bolsa de valores sociais?

A Bolsa de Valores, seja de Tóquio, de Nova Iorque, ou de Portugal, é um ambiente de criação de um valor: de um lado junta empresas que precisam de angariar recursos financeiros, e para que isso seja possível assumem compromissos com transparência, com governância, com credibilização, e vão ao mercado e oferecem um pedaço das suas empresas, sob a forma de acções. Do outro lado, tem um investidor que diz «acredito nesta empresa, quero ser sócio desta ideia», e vai lá e compra. E a Bolsa zela por essa relação, estabelece as regras, se houver algum problema interfere, e cria valor para a empresa e cria valor para o investidor. E a minha ideia foi: «Vamos replicar isso que sabem fazer bem, com as organizações sociais, que também precisam de recursos.»

Ler entrevista completa em destak.pt

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