A Punição Corporal Doméstica de Crianças e Adolescentes

O presente estudo, originalmente uma Dissertação de Mestrado apresentada ao Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da Profa. Dra. Maria Amélia Azevedo, investiga o problema da Punição Corporal Doméstica em Crianças e Adolescentes no Brasil, a partir de concepções de alguns autores “profissionais” de diversas áreas do conhecimento (Psicologia, Pedagogia, Medicina, Psicanálise, Jornalismo), que constrõem representações e práticas de educação familiar através da publicação de livros de orientação a pais e educadores.
Proponho-me a realizar uma análise de conteúdo sistemática sobre a literatura veiculada a pais e educadores no Brasil, no período de 1981 a 2000, afim de identificar o tipo de material informativo e formativo sobre as práticas de educação familiar com crianças e adolescentes, especificamente com o recorte sobre a questão da punição corporal doméstica, em suas diversas manifestações.
Busca também recuperar parte da História da Punição Corporal Doméstica de Crianças e Adolescentes no Brasil desde o século XVI, com a chegada dos colonizadores-educadores jesuítas e seus
métodos psico-pedagógicos. Como não trata-se de uma obra de historiografia, apenas alguns fragmentos da nossa história serão recuperados, conferindo portanto um caráter introdutório à História da Punição Corporal Doméstica de Crianças e Adolescentes no Brasil.
Baseados em fundamentações teóricas oriundas sobretudo das Ciências Psicológicas e Pedagógicas, oferecendo argumentos lógicos, morais, psicopedagógicos diferenciados, os autores dos livros pesquisados propõem práticas educacionais favoráveis ou desfavoráveis às punições corporais na educação familiar de crianças e adolescentes, no âmbito doméstico. Os argumentos e as proposições dos autores, suas enunciações discursivas, são minuciosamente analisados, visando aprofundar esse debate, contrapondo argumentos e reflexões teóricas afim de oferecer elementos e subsídios psicopedagógicos, seja para fomentar a discussão teórico-académica, seja para favorecer a formulação de políticas públicas na área da Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes no Brasil, seja para alertar sobre o tipo de conteúdo ainda veiculado em livros dirigidos a pais e educadores, que muitas vezes manifestam-se de maneira contrária aos Direitos da Criança e do Adolescente.

Ler o estudo completo em cesarkallas.net

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