Sarkozy e Merkel unidos pelo euro

O presidente francês Nicolas Sarkozy rejeitou hoje qualquer especulação sobre o futuro do euro, afirmando que nem ele nem a chanceler alemã Angela Merkel vão deixar o euro cair, quando a moeda única vive a sua maior crise.

«Quer a chanceler Merkel ou eu, nunca, nunca vamos virar as costas ao euro. Nunca vamos abandonar o euro, nunca vamos deixar cair o euro», disse Sarkozy, num discurso no encontro do Fórum Económico Mundial da estância suíça de Davos.

«O euro é um símbolo da Europa. O euro é a Europa e a Europa significa 60 anos de paz no nosso continente, por isso nunca vamos deixar o euro ser destruído», prometeu o presidente francês.

A crise de dívida soberana nos países periféricos da zona euro colocou sob tensão a moeda única, com diversos especuladores a apostar no fim da moeda única.

Diversos países da zona euro estão atolados em grandes níveis de dívida pública, o que tem levado diversos observadores a questionar se a zona euro se conseguirá manter unida.

«Para nós, não é simplesmente uma questão económica, tem a ver com a nossa identidade enquanto europeus. Para aqueles de entre vós que querem apostar contra o euro, tenham cuidado como investem. Nós estamos determinados a assegurar a força do euro», avisou Sarkozy, perante a assistência de Davos, que reúne a nata da banca mundial, entre líderes mundiais e altos executivos das maiores empresas do globo.

O presidente francês admitiu que existem dúvidas sobre o futuro da união de 17 países que constitui a zona euro – que aumentaram depois de a União Europeia e do Fundo Monetário Internacional terem prestado auxílio financeiro de emergência à Irlanda e à Grécia, mas prometeu prioridade política para a resolução dessas dúvidas.

O euro «é de importância tal que nós estaremos sempre prontos, sempre que seja necessário defendê-lo. As consequências do seu falhanço seriam tão catastróficas que a ideia nunca nos passaria pela cabeça», acrescentou Nicolas Sarkozy.

A questão da sobrevivência do euro e da crise de dívida soberana em diversos países da união tem estado em destaque no encontro de Davos, que começou na quarta-feira e decorre até sábado, com o tema ‘Normas Partilhadas para uma Nova Realidade’.

Davos recebe este ano cerca de 2.500 participantes, incluindo 27 chefes de Estado e de governo e 1.400 presidentes executivos e altos dirigentes de grandes empresas de todo o mundo.

Fonte: Lusa/Sol

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