Um conto de Natal

Foi há nove anos que António, hoje com 55, sofreu um desgosto amoroso, desamparou-se e acabou por perder o emprego. Esteve um ano a dormir ao relento. “Era muito frio, o nariz quase congelava”, conta-nos. Até que encontrou o sítio onde dorme há oito anos.

“A minha casa é ali naquele buraco debaixo da estrada”. Aponta para um descampado escuro, próximo da Igreja do Grilo, em Xabregas, Lisboa. “Tapei com madeiras e agora até tem porta, por causa dos ratos que iam lá mexer nas coisas”, diz ao JN, equilibrado em duas bengalas. “Eu tomo banho nos balneários, faço a barba, tento andar asseado e, pronto, não perdi a minha dignidade”, afirma. “Gostava de ter uma casa dentro do que eu possa pagar e até estou inscrito na câmara, mas eles consideram isto habitação provisória”, confessa, antes de soltar o lamento: “disseram-me que a Helena Roseta é inacessível”.

António é apenas um dos muitos sem-abrigo que todas as noites recebem apoio das equipas de rua da Comunidade Vida e Paz. Na noite de quinta-feira, uma das mais frias deste Outono, o JN acompanhou uma dessas equipas num circuito com cerca de 15 paragens em becos, largos, estações ou terrenos transformados em lixeiras.

Ler artigo completo em: jn.pt

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