Freguesia de Agualva manifesta-se contra instalação de centro de toxicodependentes

Moradores e a junta de freguesia de Agualva, Sintra, protestaram hoje contra a instalação de um centro para toxicodependentes tendo os ânimos ficado exaltados quando um elemento da oposição (CDU) e favorável ao projecto falava aos jornalistas.

Os cerca de 40 moradores que estavam a protestar começaram aos gritos quando o representante da CDU na Assembleia de Freguesia de Agualva, Rui Ramos, se deslocou ao local e explicou aos jornalistas que os partidos da oposição estão favoráveis à instalação do centro de recuperação naquele local. Por entre empurrões e gritos, muitos populares disseram a Rui Ramos para abandonar o local, impedindo as entrevistas. “Aqui não há política. O senhor é que devia morar aqui”, gritaram alguns dos manifestantes.

Em causa está a instalação do Centro de Respostas Integradas de Sintra do Instituto da Droga e da Toxicodependência, com capacidade para 500 utentes, que deverá entrar em funcionamento em 2011, e cuja construção arrancou em Setembro. Os moradores alegam que o equipamento vai perturbar um bairro “calmo” onde faltam lugares de estacionamento, que tem duas escolas na proximidade, e propõem a instalação de um centro para idosos no local.

Os moradores foram unânimes na necessidade de criar um equipamento deste género, mas discordam da localização:

“Vão trazer os toxicodependentes para uma zona que já é conhecida pelo consumo e venda de droga? Isto não faz sentido”, defende Cristina Carvalho, 50 anos. João Sousa, 70 anos, apoia-a. “Depois das 22 horas, aqui perto, são só carros a entrar e a sair com droga. De manhã, estão lá dezenas de garrafas de cerveja de 1,5 litros”, diz o reformado, morador no bairro há perto de 40 anos.

Helena Ferreira, 45 anos, teme os assaltos e os actos de vandalismo na localidade. “A recuperação de um toxicodependente não é um processo fácil e tenho medo que surjam muitas situações complicada”. “Este não é o sítio correcto”, continua a escriturária, “Há uma escola ao cimo da rua e outra no fundo. Além disso, onde é que os 40 funcionários vão pôr os carros? Já nem temos lugar para os nossos.”

Rui Castelhano defende a construção do Centro de Respostas Integradas noutro local. Considera que a construção do equipamento devia ter sido pensada tendo em conta o sítio onde está inserido e critica a falta de envolvimento da população no processo, garantindo que a própria Junta de Agualva só soube da obra no início de Agosto e ainda hoje aguarda que a Câmara de Sintra ou o IDT lhe enviem o projecto.

Ler a notícia completa em: publico.pt; jn.pt

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