Plataforma europeia contra a pobreza vai avançar

Durão Barroso anunciou ontem a criação da Plataforma Europeia de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, cujo objectivo será tirar 20 milhões de pessoas do limiar da pobreza até 2020. Num vídeo apresentado durante a conferência “Portugal Solidário”, realizada no Porto, o presidente da Comissão Europeia recordou que a UE designou 2010 como o Ano Europeu Contra a Pobreza e Exclusão Social mas que a iniciativa não deve terminar por este ano, principalmente num cenário de crise económica. Esta plataforma insere-se no âmbito da estratégia Europa 2020, já apresentada, e que define as linhas para o crescimento inteligente, sustentável e inclusivo no espaço europeu.

“[A campanha] é especialmente importante num período em que vemos na Europa em geral, Portugal em especial, que os cidadãos estão a sofrer efeitos da crise e muitos se confrontam com exclusão e situações de pobreza”, sublinhou, deixando o repto para a transformação da Europa num espaço mais “justo, coeso e solidário”. O presidente da Comissão Europeia considerou que os resultados da campanha desenvolvida ao longo deste Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social «têm sido encorajadores».

Este comunicado surge no dia em que uma análise da Universidade Católica revelou que são já mais de 66 mil famílias a receber o apoio do Banco Alimentar Contra a Fome em Portugal. Ou seja, mais de 200 mil pessoas. Nos últimos três anos, mais de 70 por cento das instituições de solidariedade social receberam mais pedidos de ajuda para a alimentação, uma situação que resulta da “vulnerabilidade económica decorrente quer do aumento do desemprego, quer das baixas reformas”, conclui o estudo.

O presidente da Conferência Episcopal e Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, alertou, na mesma conferência, que «o grande problema» das IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) da Igreja é «não terem capacidade para responder a tantas solicitações». Advertiu, por isso, que as IPSS devem «fazer e fazer bem» o seu papel social de apoio aos carenciados. Denunciou ainda o que considera ser um «atentado que querem fazer ao ensino particular e cooperativo». Uma acção que, segundo este prelado, «destrói a liberdade de escolha dos pais para educar livremente os seus filhos».

Ler as notícias integrais em: TSF Online; Record.pt

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