Proposta 19 vai ser referendada em Golden State

Depois da legalização para fins medicinais com autorização médica em 1996, o estado da Califórnia volta a ser pioneiro na discussão sobre o dossier cannabis, nas suas fronteiras. Como já foi anunciado anteriormente, os Californianos voltam às urnas no próximo dia 2 de Novembro para dar o seu veredicto. Esta questão da posse, consumo e cultivo desta planta psicoactiva, já tinha sido reprovada com praticamente o dobro dos votos, corria o ano de 1972. Neste momento são já 1400 os estabelecimentos chamados de dispensários que fornecem marijuana terapêutica. A Proposta 19, assim se chama esta medida, já contagiou os estados da Dakota do Sul e Arizona para a livre transacção da droga que abonaria uma forte receita para as suas contas públicas.

De facto, os argumentos económicos conjugados com a possível diminuição da criminalidade e narcotráfico, constituem-se como a bandeira da campanha do “sim”. Estes factores estariam interligados com a actuação das forças policiais que se concentrariam no combate a crimes mais graves, o que depreende uma considerável poupança que outrora era veiculada para a criminalização desta droga.

Esta semana, o investidor e milionário George Soros fez a maior doação individual para a campanha pelo “sim”, no valor de um milhão de dólares. Segundo o Los Angeles Times, a campanha a favor da Proposta 19, recebeu dez vezes mais dinheiro do que a do “não” – 2,8 milhões de dólares contra 250 mil.

Do outro lado da barricada e com uma forte influência na resolução final, a Administração Obama pela voz do seu procurador-geral já fez saber que se opõe a esta medida pela legislação federal em vigor. O combate ao narcotráfico e o supracitado efeito de contágio são as razões atendíveis. O partido rebulicano local e o “seu” governador são conservadores e incompatíveis com esta ideia. Ambos já manifestaram a sua posição oficial enquanto o partido democrata local se absteve, bastante céptico perante as consequências que partiriam deste pressuposto. Quanto à Câmara do Comércio estadual, a visão é temerária pelo incapacidade de sancionar subordinados sob o efeito de drogas e pela sua recorrência.

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