Venda de álcool e droga junto das escolas do país preocupa a população

O concelho de Benavente está sob alerta de um aumento exponencial de vendas de droga e álcool junto das suas escolas que são para muito traficantes, os potenciais consumidores. Esta situação está a causar grande apreensão junto dos encarregados de educação, autarcas, autoridades policiais e dos cidadãos em geral. Os casos vão ocorrendo em catadupa, com destaque para entrada de dois adolescentes de 12 e 13 anos, alunos da Escola Básica João Fernandes Pratas, no Hospital de Vila Franca de Xira, supostamente em estado de coma alcoólico.
Gabriela Santos, vereadora da Educação, referiu que já existe uma parceria com o Instituto da Droga e da Toxicodependência a funcionar no concelho desde Fevereiro. O trabalho tem sido desenvolvido em parcerias e com grupos de risco em Samora Correia e Benavente.
Por informações que lhe terão sido transmitidas pela comissão de pais da referida escola, José d”Avó, vereador do PSD na Câmara de Benavente, afirma categoricamente que “existem pessoas ligadas à venda de droga às portas das escolas e terá já sido detectada droga nos cacifos de alunos de Samora”.
“Só os tribunais podem determinar sanções. Estamos a tentar tudo o que é possível para enfrentar este problema e salvaguardar as crianças e os jovens que são, muitas vezes, vítimas da impunidade de comerciantes que vendem álcool a uma criança ou um jovem de tenra idade ou dos dealers que estão junto de uma escola e que são conhecidos como pessoas que vendem drogas”, suporta o presidente da câmara municipal, António José Ganhão. A dificuldade em adoptar medidas repressivas que visem bloquear o contacto entre os estudantes de 2º e 3º ciclo com jovens na casa dos vinte anos, é contornada pelo edil com medidas pedagógicas. “É um problema muito sério que temos pela frente. Em alguns casos há dealers na escola, o que reforça a necessidade de trabalharmos muito, não apenas com as direcções das escolas, mas também na relação de complementaridade com os outros que têm a ver com esta problemática” conclui.

Já em meados deste mês e mais a norte, cinco rapazes com idades distribuídas entre os 13 e os 15 anos, apareceram drogados sob o efeito de haxixe na EB 2 3 Abel Salazar, em Ronfe, Guimarães. Considerada como cenário isolado segundo a direcção da escola, a GNR e a direcção regional de educação do Norte estão a investigar os acontecimentos que para José Castro Dias “trata-se de um caso de polícia localizado e fácil de resolver”. O Presidente da Junta de Freguesia de Brito, onde residem mais de 200 dos alunos desta escola e o jovem que distribuiu o haxixe pelos colegas, assegura que “as forças policiais devem empenhar se mais no combate à droga que está a tornar se um enorme flagelo nesta região. Há aqui indivíduos que andam a distribuir droga às crianças no sentido de as viciarem e eu já disse isso várias vezes às autoridades.”

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