Cinco conselhos para que a sua instituição sobreviva numa rede social

Texto traduzido correspondente à notícia do Jornal La Expansión:

Retwittear, recomendar ou fazer-se fã. Estas são as novas armas para centenas de instituições que começam a descobrir o poder das redes sociais como nova fórmula para a sua promoção e fidelização de clientes. O principal problema que enfrentam não é propriamente, chegar ao complexo mundo das redes sociais, mas sim fazer bom uso delas e ser eficaz.
Mas afinal, que motivação advém para uma instituição saber usar redes como o Facebook ou Twitter? Segundo um estudo elaborado por Hotwire e Vanson Bourne a consumidores de Reino Unido, França, Espanha, Alemanha e Itália, a influência que as redes sociais possuem nas decisões de compra dos consumidores é cada vez maior sobretudo pela interactividade que estas redes nos brindam. “Receber recomendações converteu-se num hábito cada vez valorizado pelos consumidores que nesta lógica de actuação são mais propensos a comprar”, assegura Amy García, Managing Director da Hotwire Espanha.
Apesar das vantagens evidentes que podem surgir das redes sociais, o medo da maioria das companhias em se arriscarem nesta “selva urbana”, onde qualquer um pode opinar, criticar ou recomendar, é um dos principais travões para que grandes e pequenas empresas apostem no seu envolvimento. Em Expansión.com, propomos cinco pontos imprescindíveis para obter um uso eficiente das redes sociais.

1. Antes de abrir um perfil requer-se planificação. Qualquer empresa que deseje abrir uma conta numa rede social deve ter em conta que não se trata de um mero perfil corporativo, assim que é necessário elaborar uma etsratégia previa, para determinar qual é o público-alvo e a via preferencial na sua aproximação. Um dos maiores erros cometidos pela maioria das entidades é a falta de planificação. “Um esforço inicial para conseguir fãs ou seguidores nas principais redes sociais é insuficiente sem um esforço continuado para manter a atenção dos consumidores”, reforça Amy García.
2. Assegurar os recursos necessários para a sua manutenção. Uma vez criado um perfil e com alguns seguidores e fãs no grupo de amigos, é necessário contar com o feedback ou resposta dos usuários., “A interactividade é um dos principais objectivos para manter viva a rede social já que suporta um valor adicional aos produtos da empresa com opiniões, críticas ou conselhos dos internautas”, comenta García. Conseguir esta dinâmica dependerá em boa medida da variedade de conteúdos e sua adequação a cada rede social, tarefa que pode ser desenvolvida por um Community Manager. Esse será o responsável pela comunidade e a pessoa encarregada de criar, gerir e dinamizar uma comunidade de usuários na Internet.
3. Não imponha as suas tácticas com força! De pouco serve enviar mensagens corporativas ou uma vez identificado o espaço online donde se congregam todos os consumidores, bombardeá-los com mensagens promocionais. Segundo a empresa de comunicação Hotwire, a maioria das companhias cometem os mesmos erros na hora de abrir perfis de redes sociais. “Muitas instituições abrem contas no Facebook ou Twitter para emitir informação corporativa e isto não interessa ao consumidor típico destas páginas”. Por isso, tal como explica García, “é importante diferenciar a rede social onde se introduz a empresa para saber seleccionar o tipo de informação que requerem os usuários. Não é a mesma coisa dirigir-se a um contacto no Linkedin (rede profissional) como no Facebook.
4. Atenção ao poder do Facebook e Twitter. O Facebook é a rede social que melhor funciona quanto a recomendações para os seus usuários e que segundo o estudo da Hotwire, mais influencia os consumidores. Mais concretamente, 70% dos inquiridos seguiu as recomendações recebidas pelo Facebook quanto a possíveis compras, ao largo que só 10% fizeram o mesmo no Twitter e 6% no Youtube. Segundo Hotwire, “a clara maioria lograda pelo Facebook é condicionada pela principal característica do sítio: o facto de poder eleger os amigos e personalizar a quantidade de acesso que têm ao teu próprio perfil, promove a credibilidade das recomendações que te chegam, em oposição ao que se sucede em sítios como Twitter e Youtube, onde o acesso se concede a toda a gente. Pela sua parte, o Twitter também pode ser uma boa arma empresarial. A rede de microblogging permite dirigir-se àqueles interessados numa empresa mediante pesquisas com palavras-chave e pode empregar-se para melhorar os mecanismos de atenção ao cliente, permitindo a promoção e resposta a problemas em tempo real. Já existem várias companhias que criaram um serviço ao cliente em Twitter, como no caso da companhia alemã de telecomunicações Telekom ou a Movistar em Espanha.
5. Demonstrar que existem pessoas por detrás da marca. É a estratégia que melhor funciona entre os consumidores. Um trato personalizado, directo e com uma resposta com a maior brevidade possível é uma das principais qualidade que deverão caracterizar a instituição. É fundamental: ser honesto, transparente, responder rapidamente, confrontar as crises de reputação de maneira coerente , identificar os clientes mais activos com a marca e premiá-los, incentivar o feedback, não usar as redes sociais para comunicar aquilo que não comunicarias frente a frente e obviamente, não fazer propaganda constante do negócio e participar activamente na conversação. Obviamente, para levar a cabo todas estas funções será quase imprescindível dedicar uma parte dos recursos da sua empresa para a boa gestão do seu perfil nas redes sociais.

Encontrada fórmula genética contra o alcoolismo

Um estudo efectuado pela Universidade da Carolina do Norte concluiu que certas pessoas, portadoras de uma variante do gene CYP2E1 possuem uma reacção peculiar às substâncias alcoólicas. Essa minoria que figura entre 10 a 20 % da população, converte-se a um estado ébrio num curto espaço de tempo comparativamente aos seus pares.
Os investigadores norte-americanos que analisaram determinados padrões familiares entre irmãos com pelo menos uma filiação histórica da doença, vêm dar seguimento ao método científico que prova que indivíduos que apresentam uma forte reacção a pequenas quantidades de álcool são menos propensos ao alcoolismo. Esta equação genética abre caminho para uma série de tratamentos preventivos que segundo o mesmo estudo, “provém do cérebro e não do fígado”.
“O gene protege contra o alcoolismo e tem um efeito muito forte”, sublinha Kirk Wilhelmsen, professor de genética na Universidade da Carolina do Norte e figura central da investigação. A profundidade do tema e a multiplicidade de causas individuais por esta atracção, ainda deixa bastantes nuances por explicar. Porém, está agora encontrada a origem genética para esta variação que se constitui como um achado para um maior esclarecimento científico.

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Convite lançamento do livro “Gestão das Organizações sem fins lucrativos: o Desafio da Inovação Social”

A UDIPSS Porto, a TESE e o projecto Impulso Positivo do Grupo Editorial Vida Económica convidam V. Ex. para a sessão de lançamento do livro: “GESTÃO DEORGANIZAÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS: O DESAFIO DA INOVAÇÃO SOCIAL”, que se realizará no Museu da Electricidade, Lisboa, 4 de Novembro, pelas 18h00. A obra será comentada por Emílio Rui Vilar Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian.

Este livro conta com um capítulo dedicado à área de Comunicação com a colaboração de Rui Martins (Dianova Portugal), Nuno Santos (Press à Porter) e Sara Batalha (MTW Portugal), pelos benefícios mútuos que esta área instrumental à gestão possa trazer aos Decisores das Organizações Sociais para um melhor posicionamento futuro e uma mais eficaz gestão de relacionamentos com múltiplos stakeholders.

Inscreva-se através do link:
https://spreadsheets1.google.com/viewform?formkey=dG1ZM2p2SzFENTRjWTB4MkJ4RFdrbGc6MQ

Califórnia propõe referendo para legalização da canábis

A velha questão da legalização das drogas leves retorna a sua pertinência na costa leste dos Estados Unidos. A Califórnia vai levar os seus cidadãos a votos, já no próximo dia 2 de Novembro, propondo um referendo que possibilitará o consumo e venda de canábis ao abrigo do estado. Esta decisão do governo chefiado pelo actor Arnold Schwarzenegger, foi motivada como uma forma perniciosa de equilibrar as contas públicas do estado, com um défice estrondoso de 14 mil milhões de euros. Ainda assim e com uma dívida pública quase equivalente à Portuguesa, o ex-actor de Hollywood assume-se um opositor desta hipotética lei. À entrada para a última semana, as sondagens indicam uma ligeira vantagem do “não” que recuperou de um fosso iniciado em Setembro

A polémica instaurou-se com esta medida que poderá trazer aos cofres de El Dorado mil milhões de euros por ano, entre taxações comerciais do produto e cortes na despesa policial e judicial. Os blocos e facções dividem-se entre a obrigação moral/ética do “não” e o pragmatismo céptico do “sim”. Traçando um paralelismo com a afamada “lei seca“ dos anos vinte, um grupo de professores de direito afirmam em carta aberta que “tal como aconteceu com a proibição do álcool, esta abordagem falhou no controlo da marijuana, deixando o seu comércio nas mãos de um mercado negro violento e desregulado”. Argumentando também que esta droga apesar de ilícita continua a ser do mais acessível e transversal à sociedade, os reputados catedráticos reforçam que esta continua a ser uma fonte prioritária para o mercado negro e um empecilho moroso para os tribunais a braços com delinquentes não violentos. “É mais fácil comprar marijuana do que álcool neste país”, finaliza a carta.

Do outro lado da barricada, alguns sectores da sociedade civil alegam que este é um primeiro passo para a legitimação da marijuana como transição para asa drogas pesadas, passando uma mensagem anti-pedagógica e perigosa para as gerações vindouras. Na realidade, esta reforma legislativa causaria vários problemas para os EUA, já que o governo central teme o efeito de contágio que isso poderia trazer para os estados vizinhos no combate ao narcotráfico e uma imagem bastante negativa nos palcos internacionais, onde a América está intimamente relacionada com estas questões. Casos do Afeganistão, onde os norte-americanos estão a promover a erradicação do cultivo do ópio ou o México, cuja administração trava uma luta sangrenta contra os cartéis locais. Com efeito, o procurador-geral, Eric Holder, já veio contrariar esta política de liberalização com a soberania das leis federais que estão em oposição a estas discutidas e que lhes são superiores.

Segundo dados da DEA (agência antidroga norte-americana), o mercado ilegal de canábis movimenta, actualmente, mais de 30.000 milhões de dólares nos EUA. Os defensores da proposta dizem que o negócio legal da canábis podia representar, somente no primeiro ano, algo como 3000 a 4000 dólares. E que o Estado poderia arrecadar cerca de 1200 dólares em impostos com uma taxa sobre o produto da ordem de 50 dólares por cada 28 gramas.

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