Sócrates enaltece papel do Ensino Politécnico

José Sócrates salientou,ontem, terça-feira, no Porto, a importância do ensino superior técnico no desenvolvimento económico do país. O primeiro-ministro, que participava na  cerimónia de abertura do ano lectivo dos institutos superiores politécnicos, mostrou-se contra o preconceito existente em alguns sectores, que vêem aquele ramo do ensino como “de segunda”.

O chefe do Governo considerou que o país precisa do sistema binário de Ensino Superior (universitário e politécnico) para proceder à melhoria das qualificações da população activa.

Tal como o havia feito ontem, segunda-feira, na Madeira, na  cerimónia de arranque do ano lectivo no Ensino Superior, José Sócrates mostrou-se satisfeito com o facto de 36% dos jovens com 20 anos de idade estarem a frequentar o Ensino Superior.

“Atingimos a média da OCDE. Isto significa que nunca antes tivemos tantos jovens a frequentar o Ensino Superior. E isto deve-se quer à melhoria da oferta, quer ao aumento da procura”, realçou.

De igual forma, mostrou-se satisfeito com o facto de o Ensino Superior estar a ser frequentado por mais 20 mil estudantes do que no ano lectivo anterior. “Este é o nosso melhor indicador. Os portugueses perceberam que o Ensino Superior é um factor fundamental não só para o sucesso da economia, como também para a realização pessoal e das famílias”, frisou.

Tal como na Madeira, Sócrates voltou a mencionar a necessidade de atrair novos públicos para as instituições de Ensino Superior. “O Ensino Politécnico é o ramo que tem o papel mais importante para a captação de mais pessoas devido ao seu enraizamento regional – através da ligação com as autarquias e os tecidos empresariais – e porque é o ramo que mais tem atraído jovens graças aos cursos de especialização tecnológica”, sublinhou.

Durante a sessão, o primeiro-ministro defendeu a realização, anual, de cerimónias de abertura do ano lectivo, que, no seu entender, servirão para enaltecer o valor do Ensino Superior para o progresso do país.

Por seu turno, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) demonstrou a sua satisfação com o facto de os cursos de especialização tecnológica (CET) estarem a conquistar novos estudantes, na sua maioria jovens que haviam abandonado os estudos e iniciado uma actividade profissional.

Mariano Gago realçou a importância da criação de redes institucionais entre as autarquias e os institutos politécnicos. “Trata-se de um novo projecto de cooperação para a qualificação de activos”, referiu.

A vontade de melhorar a situação profissional, recuperar a auto-estima e a vontade de poder acompanhar os estudos dos filhos ditaram – segundo Mariano Gago – a aposta feita por muitos adultos no regresso à escola para obter melhores qualificações académicas. E aproveitou a ocasião para criticar as vozes – da Oposição – que subestimam, no seu entender, a política de desenvolvimento do Ensino Superior. Jornal Notícias Online:

+ler notícia: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1662385

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