Portugal terá clientes “suficientes” para a dívida pública

Teixeira dos Santos disse hoje em Macau que Portugal não pode dar-se ao luxo de não cumprir as metas do défice e que a procura por títulos de dívida deverá continuar a ser “suficiente” para assegurar as necessidades de financiamento do Estado português.
Citado pela agência Bloomberg, o ministro das Finanças admitiu que os mercados financeiros continuam “muito voláteis”, mas, sublinhou, não estão a recusar financiamento ao Estado português.

Teixeira dos Santos chegou à região administrativa especial da China para uma visita de dois dias, que se estenderá a Hong Kong, um dia depois de Portugal ter feito uma emissão de dívida marcada por uma procura robusta, mas também por um preço extraordinariamente elevado: quase 6% foi a taxa reclamada pelos investidores para comprarem títulos que se vencem dentro de dez anos.

A primeira versão das afirmações de Teixeira dos Santos, segundo a qual o ministro dissera que Portugal “não pode entrar em incumprimento”, foi entretanto corrigida pela agência Bloomberg, que precisa agora que o que o ministro disse é que Portugal “não pode falhar” as metas do défice.

O Governo comprometeu-se a reduzir o défice do máximo histórico de 9,3% atingido em 2009 para 7,3% neste ano, antes de chegar a 2,8% do PIB em 2012, cumprindo então a “regra de ouro” do Pacto de Estabilidade do euro.

Sete meses volvidos, os números da execução orçamental mostram, porém, que a rota de crescimento do défice ainda não foi invertida em Portugal, ao contrário do que aconteceu na Grécia, Irlanda e Espanha, os outros países do euro que têm estado na “linha de fogo” dos mercados financeiros. Hoje, na ausência de Teixeira dos Santos, caberá ao secretário de Estado do Orçamento explicar na Assembleia da República as razões deste descontrolo, em parte explicado pela compra, consumada, de um dos dois submarinos encomendados à Alemanha.

Acompanhado pelo Secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina, pelo Presidente do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, Alberto Soares, e também por Faria de Oliveira, presidente do Conselho de Administração da CGD, a visita de Teixeira dos Santos à China tem dois objectivos: captar investidores e compradores de dívida pública.

Aos empresários e financeiros de Macau, o ministro assegurou – ainda segundo a agência Bloomberg – que a economia portuguesa está a regressar à trajectória de crescimento anterior à crise financeira, sublinhando que a banca nacional está estabilizada – não precisa nem de injecções de capital, nem está exposta a uma bolha no imobiliário – marcando assim a diferença face ao caso espanhol e, sobretudo, irlandês. Jornal Negócios Online

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