Baratas medicinais

Um grupo de cientistas no Reino Unido garante que o cérebro dos insectos possui moléculas capazes de matar bactérias resistentes com mais eficácia e menos danos.

A maioria das pessoas odeia-as. Acha que são repugnantes. No entanto, apesar da má reputação das baratas, são insectos que podem trazer benefícios para a saúde.

De acordo com um grupo de cientistas da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, o cérebro das baratas e dos gafanhotos contém moléculas capazes de enfrentar e matar bactérias tão resistentes como as “Staphylococcus aureus“, uma das espécies patogénicas mais comuns, cuja infecção é frequentemente causada por pequenos cortes na pele.

Essa bactéria pode colonizar a pele dos seres humanos até 15%, alastrando-se por vezes a outros órgãos do corpo. As “Staphylococcus” vivem na nossa pele e estão sempre à espera de uma pequena lesão para poderem penetrar no nosso organismo.

Este é o motivo pelo qual devemos sempre lavar bem as feridas. Uma vez no sangue, pode atingir qualquer órgão. A infecção das válvulas do coração é a mais temida complicação provocada pela “Staphylococus aureus”.

Os investigadores, que apresentaram os seus resultados na reunião da Sociedade Geral de Microbiologia, a decorrer em Nottingham, indicam que os tecidos do cérebro bem como os do sistema nervoso destes insectos são capazes de matar mais de 90% das bactérias mais difíceis como a “Stapohilococcus (MRSA) ou E. Coli”, sem prejudicar as células humanas. Essas bactérias são habitualmente combatidas com recurso à penicilina.

“Actualmente, estão a ser estudadas em laboratório as propriedades antibacterianas destas moléculas, e espero que as mesmas possam vir a ser utilizadas para desenvolvermos novos antibióticos mais eficazes contra essas patologias”, afirmou Lee Simon, um dos autores do trabalho. “Acredito que podemos desenvolver novas drogas, mais eficazes e com menos efeitos colaterais”.

O segredo da defesa natural contra as bactérias que as baratas e os gafanhotos parecem ter é relativamente fácil de explicar. Os cientistas argumentam que estes insectos “vivem a maior parte das vezes em ambientes sem higiene e sem saneamento, onde existem muitos tipos de bactérias. Para sobreviver, foram obrigados a desenvolver estratégias para se protegerem desses organismos”.

“No entanto, é apenas um primeiro passo, muito preliminar. Se pudermos isolar o composto dos tecidos dos insectos, ainda levará muitos anos para desenvolver uma droga segura e eficaz que possa ser comercializada”, reconhecem os autores da investigação. Jornal Notícias Online

+Ler notícia: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1657181

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