Dívidas na saúde tornam Estado refém de interesses privados

Correia de Campos não sabe qual o motivo das sucessivas derrapagens financeiras do Ministério da Saúde. Em entrevista ao “Jornal de Negócios”, o ex-ministro da Saúde não consegue explicar as contas e afirma mesmo que quando ele lá estava “não houve derrapagens”. Correia de Campos criticou o bastonário dos médicos por não ter agido no “caso do oftalmologista do Algarve” do qual tem conhecimento há quatro anos.

Ministro da Saúde em 2002 e 2008, sem nunca ter concluído o mandato, Correia de Campos explicou que para evitar derrapagens teve de exercer um controlo muito próximo sobre organizações de meios complementares de diagnóstico. “Em algumas dessas reuniões tive que informar os agentes de empresas estrangeiras que Portugal não admitia que os feitores de feitorias internacionais aqui mandassem”, recorda.

Agravam-se resultados dos hospitais:

Os resultados negativos dos hospitais com gestão empresarial agravaram-se 154 por cento no primeiro semestre do ano.

O “Diário Económico” referia, na sua edição de sábado, que do primeiro para o segundo trimestre os prejuízos subiram 20 por cento, de 180 para 216 milhões.

Os hospitais com gestão públicas também não ficam bem no panorama geral, com um resultado líquido do exercício a descer dos 28,4 milhões para os 9 milhões, o que revela uma degradação de 68,3 por cento.O vigor das contas da saúde em geral também se consegue, de acordo com a experiência do actual eurodeputado, “andando em cima dos hospitais. Reunindo com os gestores, fazendo psicodrama, ameaçando demissões” e com o sistema de avaliação de gestores hospitalares pela ARS.

Em entrevista ao “Jornal de Negócios”, o antigo governante acrescenta que o Estado fica “completamente capturado com elevadas dívidas” (a interesses privados), dando como por exemplo o fundo organizado pelas farmácias, que paga juros do crédito bancário.

Atrasos às farmácias prejudicam “independência” do Estado

Em declarações à Lusa, publicadas também esta terça-feira, o antigo secretário de Estado de Correia de Campos, Francisco Ramos, classificou de “preocupante” o atraso no pagamento às farmácias, dizendo que esta é “uma questão de independência do Estado face ao poder económico”. RTP

+Ler notícia: http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Dividas-na-saude-tornam-Estado-refem-de-interesses-privados.rtp&article=373306&visual=3&layout=10&tm=2

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