CGTP volta a defender aumento salarial de 3,5 por cento e admite novas formas de luta

O secretário-geral da CGTP voltou hoje a defender um aumento salarial de 3,5 por cento, admitindo a possibilidade de novas formas de luta, caso o Governo prossiga as mesmas políticas.

“Se o Governo continuar com as mesmas políticas de destruição do emprego, se prosseguir com as políticas de fragilização dos vínculos laborais, tudo isso pode obrigar a lutas mais intensas por parte dos trabalhadores e da sociedade portuguesa”, avisou Manuel Carvalho da Silva.

As declarações do responsável máximo da CGTP foram proferidas à margem de uma acção de protesto que decorreu esta manhã, na estação fluvial do Cais de Sodré, em Lisboa.

À saída das embarcações que fazem a ligação entre Lisboa e Cacilhas, os passageiros que se dirigiam para os respectivos empregos eram confrontados com alguns elementos da CGTP, que lhes estendiam pequenos panfletos que enumeravam alguns dos principais problemas da sociedade portuguesa, como o desemprego, a corrupção, os baixos salários ou os cortes nos apoios sociais.

A acção, que integra um protesto mundial do movimento sindical, destina-se a “denunciar as causas e responsáveis” pela actual crise e “alertar as pessoas” para a necessidade de unirem esforços.

Produtividade sobe 1,4 por cento

“É preciso alertar os cidadãos e mobilizá-los para os bloqueios em que o país se encontra”, justificou o sindicalista num intervalo da acção, considerando “imperativo” que a mudança se inicie com o aumento salarial, já no próximo ano.

Recordando que as previsões do Governo apontam para uma inflação de dois por cento e para um aumento da produtividade de 1,4 por cento, Carvalho da Silva alerta: “Se em 2011 não houver um aumento dos salários de 3,5 por cento, a distribuição da riqueza irá agravar-se”.

Aos jornalistas, o secretário-geral da CGTP lembrou ainda que a Intersindical marcou para o próximo dia 29 de Setembro uma jornada de luta contra o desemprego e em defesa da melhoria do emprego e dos salários.

Nesse dia, as paralisações, greves e manifestações nacionais irão decorrer em Lisboa e no Porto, tendo Carvalho da Silva frisado que a saída da crise irá “necessitar dos portugueses”.

“A saída dos bloqueios, da crise, não acontece por um toque de varinha de condão ou de milagre. Vai necessitar da ajuda de todos nós”, concluiu. Público

+Ler notícia: http://economia.publico.pt/Noticia/cgtp-volta-a-defender-aumento-salarial-de-35-e-admite-novas-formas-de-luta_1454671

Deixe um comentário

Ainda sem comentários.

Comments RSS TrackBack Identifier URI

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s