Portugueses entre os que mais emigram para outros países da UE

Cerca de um terço dos estrangeiros residentes nos 27 Estados-membros da União Europeia são provenientes de outros Estados-membros. Portugal está entre os quatro países que mais residentes vê partir para zonas da região.
De acordo com um comunicado do Eurostat, a 1 de Janeiro de 2009, 37% dos residentes estrangeiros na União Europeia a 27 são oriundos de países dentro do próprio grupo. Isto é, 11,9 milhões de 31,9 milhões de estrangeiros no total. Os restantes, são provenientes de outros países europeus (7,2 milhões), África (4,9 milhões), Ásia (4 milhões) e continente americano (3,3 milhões).

Portugal contribui com 1 milhão de estrangeiros, ou 3%, juntamente com a Itália, de onde são oriundos cerca de 1,3 milhões dos estrangeiros, ou 4%; a Polónia, responsável por 1,5 milhões dos cidadãos estrangeiros, ou 5%; e a Roménia, que corresponde a 2 milhões ou 6% do total de estrangeiros nos 27 Estados-membros.

As idades destes cidadãos tende a ser menos elevada que a dos cidadãos nacionais. É na Itália, Holanda e Finlândia que se registam as maiores diferenças.

Mas, em média, os estrangeiros de fora da EU27 são mais novos que os provenientes dos Estados-membros. Como é o caso de Portugal, onde a média de idade é de 40,9 anos, que compara com uma média de 33,3 anos os cidadãos estrangeiros oriundos de países não estados-membros e 38 anos em média dos cidadãos que vêm de países da UE27.

Quanto aos países que mais recebem estes estrangeiros, destaca-se a Alemanha, com cerca de 7,2 milhões de estrangeiros; seguida da Espanha, com 5,7 milhões; o Reino Unidos, com 4 milhões de estrangeiros, segundo valores de 2008; a Itália, com 3,9 milhões e a França, com 3,7 milhões de estrangeiros.

Estes cinco países reúnem em si 75% dos cidadãos estrangeiros dos 27 Estados. No entanto, é o Luxemburgo que lidera a lista dos países com uma maior proporção de cidadão estrangeiros em relação à sua população, correspondendo os primeiros a 44% da população do país.

Em segundo lugar surge a Letónia, com 18%, seguida do Chipre e Estónia, onde os cidadãos estrangeiros correspondem a 16% da população em ambos. 12% da população espanhola é estrangeira, 11% para o caso da Irlanda e 10% para o caso da Áustria. Jornal Negócios

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CGTP volta a defender aumento salarial de 3,5 por cento e admite novas formas de luta

O secretário-geral da CGTP voltou hoje a defender um aumento salarial de 3,5 por cento, admitindo a possibilidade de novas formas de luta, caso o Governo prossiga as mesmas políticas.

“Se o Governo continuar com as mesmas políticas de destruição do emprego, se prosseguir com as políticas de fragilização dos vínculos laborais, tudo isso pode obrigar a lutas mais intensas por parte dos trabalhadores e da sociedade portuguesa”, avisou Manuel Carvalho da Silva.

As declarações do responsável máximo da CGTP foram proferidas à margem de uma acção de protesto que decorreu esta manhã, na estação fluvial do Cais de Sodré, em Lisboa.

À saída das embarcações que fazem a ligação entre Lisboa e Cacilhas, os passageiros que se dirigiam para os respectivos empregos eram confrontados com alguns elementos da CGTP, que lhes estendiam pequenos panfletos que enumeravam alguns dos principais problemas da sociedade portuguesa, como o desemprego, a corrupção, os baixos salários ou os cortes nos apoios sociais.

A acção, que integra um protesto mundial do movimento sindical, destina-se a “denunciar as causas e responsáveis” pela actual crise e “alertar as pessoas” para a necessidade de unirem esforços.

Produtividade sobe 1,4 por cento

“É preciso alertar os cidadãos e mobilizá-los para os bloqueios em que o país se encontra”, justificou o sindicalista num intervalo da acção, considerando “imperativo” que a mudança se inicie com o aumento salarial, já no próximo ano.

Recordando que as previsões do Governo apontam para uma inflação de dois por cento e para um aumento da produtividade de 1,4 por cento, Carvalho da Silva alerta: “Se em 2011 não houver um aumento dos salários de 3,5 por cento, a distribuição da riqueza irá agravar-se”.

Aos jornalistas, o secretário-geral da CGTP lembrou ainda que a Intersindical marcou para o próximo dia 29 de Setembro uma jornada de luta contra o desemprego e em defesa da melhoria do emprego e dos salários.

Nesse dia, as paralisações, greves e manifestações nacionais irão decorrer em Lisboa e no Porto, tendo Carvalho da Silva frisado que a saída da crise irá “necessitar dos portugueses”.

“A saída dos bloqueios, da crise, não acontece por um toque de varinha de condão ou de milagre. Vai necessitar da ajuda de todos nós”, concluiu. Público

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Comissão Europeia quer o sector financeiro reformado até ao fim de 2011

A Comissão Europeia quer a proibição das vendas “abusivas” de títulos financeiros que não estão na posse do vendedor (naked short selling), mais impostos sobre as actividades financeiras e mais regulação dos produtos derivados e das agências de notação de risco de dívida (rating), disse o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, no discurso sobre o Estado da União.

Alguma destas propostas vão avançar já no Outono, disso Durão Barroso, no seu discurso perante o Parlamento Europeu, esta manhã em Estrasburgo. A taxa sobre as actividades financeiras é analisada hoje no Ecofin (Conselho de Ministros de Economia e Finanças), havendo ainda divergências entre os 27.

A Comissão pretende que o sector financeiro europeu esteja “reformado no final de 2011”.

“Os dias de aposta em que a casa de alguém vai arder chegaram ao fim”, disse Barroso, ao dizer que pretende também “lidar com os credit default swaps” (contratos que seguram contra o risco de incumprimento de uma obrigação financeira).

A Comissão “continua a insistir em que são os bancos, e não os contribuintes, quem tem de pagar antecipadamente os custos dos seus riscos de falência”.

Barroso disse também que chegou a altura de “modernizar a nossa economia social de mercado para podermos competir globalmente” e que pretende apresentar as “propostas legislativas mais urgentes” no dia 29 deste mês.

Prometeu também “dotar a união monetária de uma verdadeira união económica”.

Fazendo o balanço do ano, considerou que a União “suportou o teste” que lhe foi colocado pela crise internacional e que “deu muitas das respostas necessárias” e que “as perspectivas económicas da União são melhores agora do que há um ano”. Público

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Dívidas na saúde tornam Estado refém de interesses privados

Correia de Campos não sabe qual o motivo das sucessivas derrapagens financeiras do Ministério da Saúde. Em entrevista ao “Jornal de Negócios”, o ex-ministro da Saúde não consegue explicar as contas e afirma mesmo que quando ele lá estava “não houve derrapagens”. Correia de Campos criticou o bastonário dos médicos por não ter agido no “caso do oftalmologista do Algarve” do qual tem conhecimento há quatro anos.

Ministro da Saúde em 2002 e 2008, sem nunca ter concluído o mandato, Correia de Campos explicou que para evitar derrapagens teve de exercer um controlo muito próximo sobre organizações de meios complementares de diagnóstico. “Em algumas dessas reuniões tive que informar os agentes de empresas estrangeiras que Portugal não admitia que os feitores de feitorias internacionais aqui mandassem”, recorda.

Agravam-se resultados dos hospitais:

Os resultados negativos dos hospitais com gestão empresarial agravaram-se 154 por cento no primeiro semestre do ano.

O “Diário Económico” referia, na sua edição de sábado, que do primeiro para o segundo trimestre os prejuízos subiram 20 por cento, de 180 para 216 milhões.

Os hospitais com gestão públicas também não ficam bem no panorama geral, com um resultado líquido do exercício a descer dos 28,4 milhões para os 9 milhões, o que revela uma degradação de 68,3 por cento.O vigor das contas da saúde em geral também se consegue, de acordo com a experiência do actual eurodeputado, “andando em cima dos hospitais. Reunindo com os gestores, fazendo psicodrama, ameaçando demissões” e com o sistema de avaliação de gestores hospitalares pela ARS.

Em entrevista ao “Jornal de Negócios”, o antigo governante acrescenta que o Estado fica “completamente capturado com elevadas dívidas” (a interesses privados), dando como por exemplo o fundo organizado pelas farmácias, que paga juros do crédito bancário.

Atrasos às farmácias prejudicam “independência” do Estado

Em declarações à Lusa, publicadas também esta terça-feira, o antigo secretário de Estado de Correia de Campos, Francisco Ramos, classificou de “preocupante” o atraso no pagamento às farmácias, dizendo que esta é “uma questão de independência do Estado face ao poder económico”. RTP

+Ler notícia: http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Dividas-na-saude-tornam-Estado-refem-de-interesses-privados.rtp&article=373306&visual=3&layout=10&tm=2

Máquinas inteligentes «não são ficção científica»

Colóquio «Controlo 2010» tem início na próxima quarta-feira, em Coimbra.

Os mais recentes avanços nas áreas da Domótica, da Robótica e do Controlo Automático serão apresentadas na conferência «Controlo 2010», que vai decorrer, a partir de quarta-feira e até sexta, na Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Carros e casas inteligentes, fábricas do futuro e cirurgias feitas por robôs serão alguns dos temas abordados.

Norberto Pires, chairman do colóquio e docente do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) da UC, explica que a Domótica “é um exemplo recente de aplicação de equipamentos, já usados em automação fabril, nas casas e aos quais se associou um interface com as pessoas”.

A Domótica tem como finalidade substituir a actividade humana pela da máquina em algumas tarefas, como o controlo remoto do aquecimento, dos electrodomésticos, alarme ou fechaduras das portas.

O investigador acredita que “o futuro passa por máquinas que, de alguma forma, colaboram com as pessoas. Já não são máquinas que uma pessoa usa para fazer determinada tarefa. Num futuro próximo, as máquinas serão semi-inteligentes, capazes de interagir com o ser humano”.

A inteligência artificial está também cada vez mais presente na indústria. Norberto Pires considera que as “fábricas estão a caminhar para uma situação em que alguns dos colaboradores serão pessoas, outros serão máquinas”.

O docente universitário prevê um cenário em que máquinas e pessoas falam a mesma linguagem. “Isto não é ficção científica nem futurologia, esta evolução está próxima”, adverte Norberto Pires. Ciência Hoje

+Ver Programa: http://www.controlo2010.org/uploads/files/detailed_program.pdf

+Ler notícia: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=44906&op=all

Objectivos do Milénio foram definidos há dez anos

A comunidade internacional assumiu, em 2000, que existiam situações de pobreza extrema e desigualdades tais no mundo que eram uma afronta à humanidade, por isso, assinou, nesse mesmo ano, a «Declaração do Milénio» que traça oito objectivos centrais de desenvolvimento para serem atingidos em 15 anos.

O mundo tinha conhecido um crescimento económico sem precedentes no último meio século, mas 1,2 mil milhões de pessoas, ou seja, um em cada cinco habitantes do planeta, vivia com menos de um dólar por dia.

Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM´s) e metas concretas constam dessa Declaração, assinada em Setembro de 2000 por todos os Estados Membros da Assembleia Geral das Nações Unidas, incluindo 147 chefes de Estado e de Governo, e de posteriores acordos adoptados na Cimeira Mundial de 2005.

O primeiro dos objectivos é, até 2015, «erradicar a pobreza extrema e a fome», reduzindo para metade a proporção de população que vive com menos de um dólar por dia e a afectada pela fome.

A educação universal, garantindo que todas as crianças tenham a oportunidade de completar um plano de escolaridade primária completo é o objectivo II do Milénio.

O terceiro é promover a igualdade entre géneros e capacitar as mulheres, eliminando as disparidades no ensino.

Combater a mortalidade infantil é o quarto objectivo, sendo a meta reduzir em dois terços, de 1990 até 2015, a taxa de mortalidade das crianças com menos de cinco anos.

O quinto é melhorar a saúde materna, reduzindo em dois terços a taxa de mortalidade e atingindo o acesso universal a serviços de saúde reprodutiva.

Combater o VIH/SIDA e alcançar até 2010 o acesso universal ao tratamento, mas também a malária e outras doenças graves, é o sexto objectivo.

Assegurar a sustentabilidade ambiental, invertendo a tendência de perda de recursos naturais e biodiversidade, fazendo baixar para metade as pessoas sem acesso a água potável e melhorando a vida de 100 milhões de pessoas a viver em bairros de lata é a sexta meta.

O oitavo e último objectivo é desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento, através do comércio justo e de um sistema financeiro aberto, com regras e não discriminatório.

As nações pobres insistiram então na abertura dos mercados dos países industrializados aos seus produtos e no alívio da dívida que asfixia as suas economias.

Por seu lado, os países ricos pediram maior transparência e responsabilidade no destino que as nações pobres dão aos fundos provenientes do exterior.

A Cimeira Mundial do Desenvolvimento Sustentável, realizada em Joanesburgo em 2002, deu um impulso ao estabelecimento das parcerias Norte-Sul e entre os sectores público e privado.

No mais recente relatório sobre o progresso dos ODM, as Nações Unidas dizem que globalmente «não tem paralelo na história de muitos países a evolução conseguida na redução da pobreza e no aumento do acesso a serviços básicos de saúde, educação, água e alguns outros». SOL

+Ler notícia: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=183113

Aumento da idade mínima da reforma provoca greve geral em França

Os franceses protestam esta terça-feira contra o aumento da idade mínima da reforma, de 60 para 62 anos. Esta é a principal medida da reforma do sistema de pensões apresentado por Nicolas Sarkozy, que é hoje discutida no Parlamento.

Os transportes devem ser o sector mais afectados pela paralisação, que deverá conduzir dois milhões de pessoas para as ruas, em protesto, segundo as estimativas.

A medida, se for aprovada, entrará em vigor em Julho de 2011. A idade mínima da reforma será então adiada quatro meses todos os anos, até atingir os 62 anos em 2018. O Executivo francês espera assim poupar 18,6 mil milhões de euros por ano ao Estado. A Bola

+Ler notícia: http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=221156