Carrapatoso: “PSD tem que ser mais ousado nesta fase”

O fundador do Compromisso Portugal defende um modelo de Estado social preventivo. Carrapatoso pede ousadia ao PSD – que diz estar bem posicionado para subir ao poder – e garante que não se exclui de nada

Para conter o défice nos próximos anos, como devem ser os próximos Orçamentos de Estado, nomeadamente o de 2011?

A redução do défice e da despesa pública tem que fazer parte de um novo projecto político. É preciso que o Estado defina quais são as suas atribuições essenciais, nomeadamente as participações em áreas empresariais e o que deixa para a iniciativa privada, mesmo no que toca à prestação de serviços públicos. Seria importante um orçamento plurianual com objectivos concretos de redução da despesa pública, a par da identificação concreta dos responsáveis dos departamentos públicos pelas derrapagens orçamentais.

Defende um controlo dos custos com as despesas sociais.

O peso dos custos sociais, 21 ou 22% do PIB, não pode aumentar mais. Há formas de tirar muito melhor partido desse dinheiro.

Como?

Através de um modelo social muito mais preventivo. É preciso apostar mais na qualificação das pessoas, na formação e educação das populações mais desfavorecidas. Depois tem que se explicitar qual é a rede de protecção social mínima que se garante às pessoas em termos desses apoios e dos serviços públicos que se prestam à população, incluindo os de saúde. Tem que se envolver neste projecto as instituições de solidariedade social, certificando-as. E tem de se investir em novos sistemas mais justos e equilibrados, como o de uma conta individual de reforma. Sistema em que cada pessoa e a sua entidade patronal descontam para uma conta que será gerida por um instituto público. Isto para pessoas que entrem de novo no sistema ou para as que já lá estejam e optem por este esquema.

O primeiro-ministro defende a bandeira deste Estado social.

É preciso um novo modelo. O actual é injusto e ineficaz, não foi capaz de atenuar a diferença entre os mais ricos e os mais pobres, tem uma grande taxa de abandono escolar e, em muitas áreas, a qualidade dos serviços públicos é muito fraca.Temos que fazer mudanças profundas e graduais. Até este Governo já viu a necessidade de as fazer ao nível dos apoios sociais, para os quais modificou os critérios de atribuição. Tinha-se criado uma multiplicidade de subsídios sociais, muitas vezes tendo em conta necessidades eleitorais, sem avaliar se eles contribuíam para melhoria efectiva da qualidade de vida das pessoas. Também no cálculo das pensões estamos a recuar. DN

+Ler notícia: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1653667

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