Android da Google cresce mais de 500%

O sistema operativo da Google vai estar em mais de 55 milhões de telemóveis no final deste ano.

O Android da Google está a ganhar liderança na guerra dos sistemas operativos para telemóveis, onde concorre directamente com a Apple, dona do iPhone. Até ao final do ano serão vendidos mais de 55 milhões de telemóveis com o sistema operativo da Google, segundo as previsões da Digitimes Research. O Android registará o maior crescimento, na ordem dos 561% face aos valores de 2009, tornando-se o segundo sistema operativo mais vendido do mundo.

O próprio mercado de ‘smartphones’ vai crescer 57% este ano, para 280 milhões de unidades vendidas, em comparação com os 178 milhões vendidas no mesmo período do ano anterior.

A ampliação do acesso à internet através do telemóvel e a oferta de equipamentos a preços acessíveis a todas as carteiras são as principais justificações para a massificação dos ‘smartphones’. Fabricantes como a Samsung e a LG querem liderar este movimento e são precisamente estas marcas que disponibilizam o sistema operativo da Google. Aliás, para a consultora Gartner a principal vantagem da Google é o seu sistema operativo estar disponível em várias marcas. Diário Económico

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Economist: Mundo cresce mais do dobro da Europa até 2012

Estudo da Economist Intelligence Unit diz que a Europa vai marcar passos nos próximos anos.

As 16 economias da zona euro vão crescer 1,3% este ano e abrandar para os 0,9 em 2011, ficando sempre a menos de metade do ritmo mundial até 2012, prevê um relatório da Economist Intelligence Unit prevê (EIU).

No relatório sobre as “Previsões Mundiais” feito pela unidade de análise económica da revista ‘The Economist’, os especialistas antecipam um crescimento mundial de 3,2%, este ano, e de 2,4% no ano seguinte.

O abrandamento, no entanto, não deverá fazer com que a economia entre novamente em recessão, o que significa que deverá “muito provavelmente” evitar o chamado ‘double dip’ (crescimento a seguir a uma recessão, seguido de nova contracção da economia).

Para a zona euro, as previsões apontam para um crescimento de 1,3% este ano, seguido de um abrandamento para 0,9% em 2011 e de nova aceleração para 1,3% em 2012, o que contrasta com o ritmo de crescimento à volta dos 3% antes da crise, nos anos de 2005 a 2007 (com subidas de 3,6%, 3% e 2,7%, respectivamente).

De acordo com os analistas da EIU, “a recuperação económica mundial está a enfraquecer”, motivada pelo início da retirada dos estímulos orçamentais, que “estão a perder a força em muitos países”, e pelos “recentes acontecimentos em países como a China e os Estados Unidos [que] dão sinais de preocupação”.

Apesar da EIU prever um crescimento do Produto mundial de 3,2% em 2010, em 2011 este cairá para 2,4%, acelerando novamente em 2012 para os 2,9%.

As estimativas de crescimento para a zona euro são justificadas pelos analistas com o facto de a economia alemã ter apresentado um crescimento “espectacular” no segundo trimestre deste ano, de 2,2% em cadeia, o que impulsionou o crescimento da Zona Euro, mas “este ritmo não será sustentado”, afirmam.

A política de rigor orçamental seguida pela generalidade dos Governos ocidentais, aliada a um conjunto de medidas de austeridade para equilibrar os défices das contas públicas, está a motivar uma retracção do consumo, o que fará o crescimento económico abrandar, afirmam os economistas da EIU. Diário Económico

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Défice da Saúde abranda no primeiro semestre

O Ministério diz que medidas para controlar despesa com medicamentos e hospitais só terão impacto no final do ano.

O défice do Serviço Nacional de Saúde (SNS) abrandou no primeiro semestre do ano face ao mesmo período de 2009. Segundo dados provisórios a que o Diário Económico teve acesso, o défice situava-se em Junho nos 101,6 milhões de euros, contra os 113,5 registados no mês homólogo.

A redução é ligeira, de cerca de 12 milhões de euros, mas o Ministério da Saúde acredita que conseguirá um maior controlo da despesa até ao final do ano, uma vez que as recentes medidas do chamado Pacote do Medicamento e do Mini PEC para a Saúde ainda não estão reflectidas nos números do primeiro semestre.

“Há uma série de medidas que só terão pleno impacto no segundo semestre”, disse o secretário de Estado da Saúde ao Diário Económico, como “a redução do preço dos medicamentos e as novas regras de comparticipação ou a redução do preço das tiras de glicémia, das análises clínicas e das TAC”, explicou Óscar Gaspar. A opinião é partilhada por Pedro Pita Barros: “Dificilmente essas medidas teriam efeito tão imediato”, diz o economista. Diário Económico

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Portugal é o 27.º melhor país do mundo

A revista norte-americana ‘Newsweek’ revelou a sua primeira lista dos melhores países do mundo tendo em conta cinco categorias distintas. No topo está um país nórdico, a Finlândia, havendo ainda outros três nas primeiras dez posições

“Se nascesse hoje, que país lhe iria proporcionar a melhor oportunidade de viver uma vida saudável, segura, razoavelmente próspera e com capacidade de ascensão?” Foi a esta pergunta que a revista norte-americana Newsweek quis responder no seu primeiro ranking dos melhores países do mundo. A resposta acabou por ser Finlândia, com Portugal a surgir no 27.º posto, logo atrás da Grécia.
Num trabalho especial, a revista divulgou o resultado de vários meses de trabalho na análise de cinco categorias específicas: educação, saúde, qualidade de vida, dinamismo económico e ambiente político. A média destes indicadores deu a lista final de 100 países, liderada pela Finlândia e com o Burkina Faso no último lugar.
“Há verdades que já sabíamos: os melhores países tendem a ser pequenos, ricos, seguros e frios”, escreve a revista. Mas uma análise mais específica dos dados (possível no site www.newsweek.com) permite examinar um importante número de tendências, quando se comparam países com populações ou rendimentos semelhantes.
Não há dúvida de que os nórdicos dominam nos dez primeiros da lista. Além da Finlândia, em primeiro lugar, surge a Suécia em terceiro, a Noruega em sexto e a Dinamarca em décimo. “Os melhores países do mundo parecem ter isto em comum: evitam a guerra, vivem na escuridão e mantém um estado constante de depressão e produtividade”, indicou o escritor Andrei Codrescu, convidado pela revista a analisar este domínio nórdico.
No que respeita a Portugal, é nas áreas da saúde e do ambiente político que o país se destaca. Em ambos está no 23.º lugar da lista. O pior desempenho diz respeito ao dinamismo económico, no qual surgimos em 42.º lugar. Os dados, referentes a 2008 e 2009, apontam por exemplo que são necessários seis dias para se começar um novo negócios e dois anos para se resolver uma insolvência. Em relação ao crescimento produtivo, é de 21,8 dólares por pessoa – o de Singapura, país que ocupa a primeira posição neste indicador, é de 50,3. DN

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Homicidas inimputáveis podem sair ao fim de três anos

Maioria dos 255 presos psiquiátricos internados até Agosto de 2010  cometeu crimes violentos

Actualmente existem 255 inimputáveis presos nas alas psiquiátricas das cadeias portuguesas que, independentemente da gravidade do crime que cometeram, podem sair em liberdade em três anos.

Deste número, segundo a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, 70% dos casos – 177 – estão internados por crimes violentos como homicídio (100 casos registados ), abusos sexuais, agressões físicas, violação ou violência doméstica. Na maioria dos casos do sexo masculino: 241 casos de homens internados e apenas 14 mulheres. Segundo os juízes, esta é uma estratégia cada vez mais seguidas pelas defesas.

A lei penal diz que inimputável é aquele que comete um crime sem ter consciência do mal que praticou. “O suspeito em causa não sabia que o que estava a fazer estava errado”, defende Fernando Vieira, director do serviço de clínica forense do Instituto de Medicina Legal (INML). O INML é a entidade responsável pela avaliação deste tipo de casos para que um juiz decida a medida de segurança a aplicar: ou internamento se for inimputável ou pena de prisão se for responsável criminalmente.

Para estes casos, a nossa lei prevê que a “medida de segurança” aplicada – já que aqui não se fala em pena de prisão mas sim de internamento – tem validade de apenas dois a três anos. Sujeita a uma revisão pelo juiz ao fim desses dois anos (ver texto ao lado). Para os casos dos crimes mais graves – com pena de prisão superior a cinco anos – a medida nunca pode ser menor do que três anos.

Ou seja: um inimputável pode ser internado apenas por três anos numa instituição psiquiátrica prisional, seja por homicídio, por violação, por consumo de droga, ou por emissão de um cheque sem provisão. O que faz com que o tempo de internamento no caso dos crimes mais graves possa ser muito inferior às penas de prisão aplicadas e previstas no Código Penal. Só no caso de homicídio culposo, a pena pode ir de 12 a 25 anos de cadeia.

“A análise que é feita é se a culpa é da pessoa ou da doença”, explica o médico. “Se o arguido em causa tem responsabilidade criminal ou não. Se não a tem, é considerado não culpado, mas como pode representar perigo para a sociedade é aplicada na mesma uma privação da liberdade”, explica o médico. A maioria dos casos de internados presos em Portugal é de esquizofrenia. “Em muitos casos podem ser detectados delírios episódicos em que à partida não é possível diagnosticar uma doença concreta sem uma investigação mais apurada”, diz o médico.

“Ou podem existir ainda casos de pessoas doentes e que, no entanto, sabem que estão a cometer um crime.” E nesses casos os juízes e Ministério Público tratam- -nos como uma pessoa imputável, mesmo que sofra de uma doença psicótica. DN

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