Microcrédito gera 566 empresas em plena crise

Em dez anos foram criadas 1368 empresas através do microcrédito. 40% dos projectos surgiram desde 2008

Em dez anos, o microcrédito ajudou a criar 1368 empresas em Portugal e, pelo menos, 1751 postos de trabalho directos. Mais de 40% destes negócios surgiram nos últimos dois anos e meio, em plena crise. Prova de que, numa altura em que o desemprego atinge 590 mil pessoas – dados divulgados ontem pelo INE -, o microcrédito está a estabelecer-se como instrumento de combate à pobreza e como saída para os desempregados.

Os dados de 1999 a 2010 são da Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC), entidade que aplica a filosofia de Muhammad Yunus, o “banqueiro dos pobres” que foi galardoado com o Nobel da Paz. E mostram que 73% desses negócios ainda se mantêm, tendo sobrevivido ao período conturbado da crise. Ou seja, parte dos sete milhões de euros emprestados neste período foram bem aplicados e as empresas permanecem de portas abertas. São na maioria negócios ligados ao comércio e restauração, implementados por pessoas entre os 25 e 39 anos, com o ensino secundário ou o 3º ciclo.

A dimensão do microcrédito não se esgota na ANDC. Apesar de no início terem levantado reticências, os bancos criaram os seus produtos, têm melhorado as condições e aumentado os montantes emprestados. Muitos empresários vão, por isso, directamente ao banco e não contam com o apoio da associação. Actualmente, Caixa Geral de Depósitos, BCP, Banco Espírito Santo, Banif, Santander Totta e BPI têm produtos destes.

O BES confirma que são cada vez mais os que vêem no microcrédito a solução do seu problema. “Nos últimos onze meses, tivemos solicitações de crédito a rondar 5,5 milhões de euros, tendo já concedido 1,1 milhões, possibilitando a criação de mais de uma centena de postos de trabalho”, disse ao DN Manuel Henrique Rodrigues. O director do gabinete de microcrédito do BES sublinha que o acompanhamento de proximidade aos clientes permite obter taxas de incumprimento bastante reduzidas. “Os montantes demonstram que vale a pena apostar nestes ‘novos’ empreendedores”. Manuel Rodrigues diz ainda que, a muitos, “a crise trouxe ousadia e vontade de vencer”. DN Online

+Ler notícia: http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1643408

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