Concursos em hospitais pequenos sem candidatos

São muitos hospitais os do interior, litoral e ilhas que procuram mas não encontram especialistas de diversas áreas. São considerados pouco atractivos, o que os obriga a procurar ofertas especiais para cativar médicos

Abertura de vaga de ginecolo- gia/obstetrícia para o mapa de pessoal do Centro Hospitalar Oeste Norte: concurso deserto. Abertura de vaga para assistente de oftalmologia para o Hospital de Faro: concurso deserto. Abertura de vaga para assistente de psiquiatria no Hospital do Divino Espírito Santo: concurso deserto. Abertura de vaga para médico na especialidade de nefrologia: concurso deserto. Não é difícil encontrar concursos desertos de 2005, 2002 até de 2000. Há hospitais que em quatro anos só conseguiram contratar um médico quando precisavam de dezenas. A situação é tão grave que o Ministério da Saúde decidiu publicar um despacho para tentar resolver a questão.

“O Serviço Nacional de Saúde apresenta , ao nível das especialidades médicas, carências graves que são determinadas pela insuficiente taxa de cobertura da prestação de cuidados de saúde, em especial em zonas de maior pressão demográfica e de extrema periferia”, refere o despacho da ministra da Saúde, Ana Jorge, publicado em Diário da República a 28 de Julho.

Como se explica que não haja um único médico a concorrer? “Antigamente, as condições eram iguais para todo o País. Transformaram os hospitais em empresas e o mercado é para todos. Não fomos nós que inventámos o mercado. Agora que resolvam o problema. Se o concurso ficou deserto é porque não é atractivo”, disse ao DN Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos.

“Dêem-lhes boas condições, possibilidades de progressão na carreira e pagamento correspondente. Da mesma forma que se contratam profissionais de outras áreas. As pessoas movem-se pelos desafios e pela estabilidade económica”, avança o bastonário como solução para resolver o problema que afecta umas zonas mais do que outras.

Do lado dos hospitais, faz-se ginástica para estimular a imaginação. Sem grandes capacidades financeiras, procuram-se outras soluções como ajuda na procura de casa, oferta de trabalho para o outro membro do casal, falar com amigos para os cativar. Mas nem assim as vagas são preenchidas.

“Fazemos as propostas, oferecemos trabalho ao marido ou mulher quando também são médicos e mesmo assim não querem. Porque a família está em Lisboa ou porque a outra pessoa já está a trabalhar num projecto interessante”, relatou ao DN o director clínico de um hospital do interior, que pediu anonimato. DN Online

+Ler notícia: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1642622

Anúncios

Deixe um comentário

Ainda sem comentários.

Comments RSS TrackBack Identifier URI

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s