Escândalo leva à demissão do presidente executivo da HP

O presidente executivo da empresa de tecnologia Hewlett-Packard (HP), Mark Hurd, demitiu-se sexta-feira na sequência de uma investigação por assédio sexual. Mas, curiosamente, não foi não o assédio sexual o problema – a investigação concluiu que não houve violação das regras de conduta da empresa nesse aspecto. O que aconteceu foi que essa mesma investigação concluiu que Hurd violou as regras de conduta do negócio.

O próprio Hurd admitiu o erro. Num comunicado divulgado pela Associated Press, reconheceu que não respeitou os princípios éticos que ele próprio impusera na HP, e concluiu que, por isso mesmo, seria impossível manter-se no cargo. A HP apressou-se a anunciar que a responsável pelo sector financeiro, Cathie Lesjak, assumirá interinamente a presidência e que o caso Hurd não afecta em nada a estabilidade financeira da empresa. Uma garantia que não evitou a queda em 9,3 por cento do valor das acções da HP após o anúncio da demissão do presidente executivo.

A investigação foi lançada no final de Junho, depois de uma antiga colaboradora ter apresentado queixa contra Hurd por assédio sexual. A mulher, que não foi identificada, trabalhou ao longo de dois anos em marketing para a HP.

O presidente executivo terá apresentado despesas com valores entre os mil dólares (cerca de 750 euros) e os 20 mil (15 mil euros) durante dois anos, incluindo refeições e viagens. As despesas, disse à Bloomberg uma fonte que conhece o processo, foram apresentadas como sendo de trabalho, mas deveriam ter sido apresentadas como despesas pessoais, e tinham a ver com viagens que Hurd fez para participar em eventos organizados pela funcionária que viria a fazer a queixa de assédio.

Hurd, que é casado e tem dois filhos, e que não terá chegado a manter uma relação com a funcionária em questão, disse já que irá pagar à empresa todas as despesas. Público

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Só 59 pessoas em Portugal estão a cumprir pena de prisão por violência doméstica

Houve 30.543 participações em 2009 mas a maior parte dos inquéritos morre logo à nascença

Maria de Fátima foi a mais recente vítima mortal de violência doméstica. A décima quinta deste ano. Anteontem, o companheiro matou-a em casa, em Oliveira de Azeméis. Já tinha sido condenado no ano passado por violência doméstica. Apanhou apenas 16 meses de pena de prisão suspensa, apesar de no registo criminal constarem outras ofensas à integridade física. Estranho? A Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) contabiliza apenas 59 reclusos, todos do sexo masculino, a cumprir pena de prisão pelo crime de violência doméstica.

O número de condenados a penas de prisão está bem distante do de participações à polícia: 30.543 só no ano passado, o que dá 84 por dia. Em 2008, tinham sido quase 27.750; no ano anterior, perto de 22 mil. Desde 2000, ano em que a violência doméstica se tornou um crime público, as queixas não param de aumentar. A única excepção foi 2004, menos 1886 participações que no ano anterior.

Os dados do primeiro semestre deste ano ainda não estão prontos, mas o secretariado do Sistema de Segurança Interna, que coordena o trabalho das várias polícias e centraliza os dados da criminalidade, adianta que até Maio houve um decréscimo de queixas: “Tendo estes crimes [violência doméstica contra cônjuge ou análogos e contra menores] por base, ainda com carácter provisório, podemos adiantar que, até ao mês de Maio, se assiste a um decréscimo de 4,6 por cento em relação ao período homólogo do ano anterior.”

Crime “muito tolerado”

Dos 59 reclusos, 25 cumprem penas entre os três e os seis anos de prisão; 20 entre um e os três anos; oito entre os seis e os nove anos. Só quatro foram condenados a mais de dez anos de cadeia: a penas que oscilam entre 15 e 20 anos de prisão. Mas estes casos estão incluídos no grupo de 31 que, segundo a DGSP, responde por outros crimes, nomeadamente o homicídio tentado e consumado, a violação de domicílio, a ameaça, a detenção de arma proibida, a violação, o tráfico de droga e outras actividades ilícitas.

Na opinião da procuradora Aurora Rodrigues, “este crime tem sido muito tolerado” pela sociedade portuguesa. “A recuperação destas pessoas para o direito devia passar pela interiorização da gravidade dos factos”, o que implicaria “penas mais severas”. Público

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Venda de fármacos para crianças hiperactivas continua a aumentar

João, Maria, José, tanto faz. São só miúdos irrequietos ou serão hiperactivos? São só muito distraídos ou têm um défice de atenção? Resolve-se com paciência e tempo ou é preciso também a ajuda de um químico? Há cada vez mais crianças com o diagnóstico de Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA) e, por isso, cada vez mais crianças são medicadas com psicoestimulantes, como a conhecida Ritalina.

João, Maria, José, tanto faz. São só miúdos irrequietos ou serão hiperactivos? São só muito distraídos ou têm um défice de atenção? Resolve-se com paciência e tempo ou é preciso também a ajuda de um químico? Há cada vez mais crianças com o diagnóstico de Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA) e, por isso, cada vez mais crianças são medicadas com psicoestimulantes, como a conhecida Ritalina. Público

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