Elza Pais considera questões “discriminatórias”: Secretária de Estado quer fim de perguntas sobre orientação sexual a doadores de sangue

A secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, quer que o Instituto Português do Sangue (IPS) retire, “tão rapidamente quanto possível”, as perguntas sobre orientação sexual que constam nos questionários a dadores de sangue, considerando que se tratam de questões “discriminatórias”.

Num inquérito a dadores de sangue do Hospital de Santo António, no Porto, ao qual a Lusa teve acesso, consta a pergunta “Se é homem: alguma vez teve relações sexuais com outro homem?”.

Esta pergunta levou o Bloco de Esquerda a avançar com uma iniciativa parlamentar para acabar com essa “discriminação” – projecto de resolução que foi aprovado há quatro meses pela Assembleia da República, sem votos contra e com a abstenção do CDS-PP, e que “recomenda ao Governo a adopção de medidas que visem combater a actual discriminação dos homossexuais e bissexuais nos serviços de recolha de sangue”.

“A pergunta é, sem sobra de dúvida, discriminatória”, vincou Elza Pais, recordando que esta discriminação “já foi sinalizada” pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, que endereçou um parecer ao IPS instando à supressão de questões daquele tipo. “O senhor presidente [do Instituto Português] do Sangue, [Gabriel Olim], deverá, tão rapidamente quanto possível, agir em conformidade”, reiterou a secretária de Estado.

O membro do Governo exige, assim, que o responsável pelo IPS ordene a retirada, “tão rapidamente quanto possível, do manual e de todos os questionários, perguntas discriminatórias em função da orientação sexual”. “O rigor deve ser exercido, mas não deve ter por base o preconceito nem a discriminação”, sublinhou Elza Pais. Mais, acrescenta, “se algum profissional tiver, no seu acto clínico individual, uma atitude discriminatória, as pessoas deverão identificar essa discriminação, para que depois se possam retirar daí as devidas consequências”. Segundo a secretária de Estado, será a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género a entidade competente para tratar essas queixas. Público

+Ler notícia: http://www.publico.pt/Sociedade/governo-quer-fim-de-perguntas-sobre-orientacao-sexual-a-dadores-de-sangue_1449850

+Ver site Instituto PortuguÊs Sangue: http://www.ipsangue.org/

+Ver site Comissão Cidadania e Igualdade Género: http://www.cig.gov.pt/

Ser saltitão de bancos compensa?

Saltar de banco para banco pode render 2% por ano, mais do que os juros oferecidos nos produtos de curto prazo sem risco.

Os depósitos crescentes estão na moda. É raro o banco que não esteja a oferecer aos seus clientes um depósito entre três a cinco anos que vai aumentando os juros à medida que o tempo passa, prometendo assim uma remuneração mais simpática do que a oferecida pelos tradicionais depósitos a prazo. Todavia, para os aforradores, o custo de alocar parte das suas poupanças nestes produtos traduz-se na falta de liquidez, visto que o dinheiro não poderá ser resgatado antes do prazo do produto sem que haja penalização do juro.

Este é um dilema que os “saltitões” de bancos não têm. Aproveitando os “depósitos de boas-vindas” utilizados por algumas instituições financeiras para captarem novos clientes, os aforradores conseguem obter o melhor dos dois mundos: liquidez da poupança e boas taxas de remuneração. A ideia é aproveitar as boas taxas oferecidas em curtos espaços de tempo, levando depois o dinheiro para outras paragens. O único requisito para seguir esta estratégia é ter um mínimo de 2.500 euros disponível. Diário Económico

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Taxas nas estradas espanholas vão ter impacto sério em Portugal

As transportadoras vão ter que reflectir o custo no valor dos fretes cobrados às empresas.

A contestação à colocação de portagens nas autovias – estradas semelhantes às Scuts nacionais – levou o Governo espanhol a anunciar a sua substituição pela cobrança de taxas de passagem nas estradas às transportadoras. O valor em causa para o transporte pesado é já conhecido. De acordo com o jornal El Mundo, de ontem, será de dez cêntimos por quilómetro, o que permitirá às finanças espanholas arrecadar cerca de 3.000 milhões de euros por ano.

Contudo as consequência directas desta medida para actividade das empresas de transportes nacional que agora atravessam Espanha – quer pelo Norte, quer indo por Valência – quase sem pagar portagens, são muito grandes. A situação é mais preocupante tendo em conta o peso e a dependência dos transportes terrestres na economia nacional. Diário Económico

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Líderes europeus escolhem passar férias em casa

A mensagem para as grandes férias de Agosto é de contenção. Os líderes preferem destinos de proximidade para dar o exemplo.

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, cancelou as férias de Verão e foi à televisão apelar aos seus conterrâneos para fazerem férias dentro de portas. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, tenciona descontrair uns dias em Cap Nègre, na Riviera francesa – que continua a encabeçar as preferências das estrelas de cinema -, numa propriedade da família da mulher, Carla Bruni.

A chanceler alemã, Angela Merkel, optou por fazer férias na montanha, na região do Tirol, e por se dedicar às caminhadas na companhia do marido. No caso dos líderes britânicos a contenção é palavra de ordem. O primeiro-ministro, David Cameron, a braços com o maior défice da União Europeia, escolheu a Cornualha para a sua pausa de Verão, onde poderá encontrar Ed Miliband, potencial candidato à liderança dos Trabalhistas.

O presidente do governo espanhol, Rodríguez Zapatero, preteriu a residência real em Lanzarote, nas ilhas Canárias, onde passou as férias de Verão de 2009, pela moradia da família no Norte de Castela, onde ficará uma semana. Os restantes setes dias serão passados numa casa de campo, propriedade do Estado, a Sul de Madrid.

Os líderes europeus estão empenhados em fazer passar uma mensagem de moderação nestes meses de Verão escolhendo destinos de proximidade para dar o exemplo. “A política é feita de simbolismo e as férias não são excepção”, declara Frédéric Dabi, director do instituto francês de sondagens Ifop. Sarkozy aprendeu a lição há três anos quando foi alvo de duras críticas por ter passado as férias no iate de Vincent Bolloré, um dos empresários mais ricos de França.

Cavaco Silva no Algarve, José Sócrates em parte incerta

O apelo foi feito por Cavaco Silva, em Junho: “Aqueles que podem passar férias, devem fazê-lo cá dentro para ajudar Portugal”, chegando mesmo a dizer que se trata de uma “atitude patriótica”. Seguindo o seu próprio conselho, depois de umas mini-férias nos Açores o Presidente da República vai agora, como é habitual, passar uns dias em Agosto na sua casa na Praia da Coelha, em Albufeira. Já o primeiro-ministro José Sócrates prefere manter o secretismo e não considera “conveniente” divulgar o seu destino de férias, com o seu gabinete a dizer apenas que será na primeira quinzena de Agosto. Em 2005, com o país a arder, Sócrates foi fazer um safari no Quénia, sendo que desde então não voltou a cair no erro de optar por uma ausência de tão longa distância. No ano passado, o primeiro-ministro passou férias na ilha espanhola de Menorca. Como é habitual, o Algarve será o destino de eleição para a maioria dos políticos portugueses como o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, e os ministros Augusto Santos Silva, António Mendonça e Alberto Martins. Diário Económico

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Dormir a mais e a menos faz mal ao coração

Dormir menos de sete horas por noite aumenta o risco de doenças cardiovasculares, uma das principais causas de morte no mundo industrializado.

Num estudo publicado na revista científica Sleep, a equipa que fez a investigação, da Universidade da Virgínia Ocidental (EUA), concluiu que dormir menos do que cinco horas em cada 24, sestas incluídas, faz duplicar os riscos de desenvolver insuficiência coronária, enfartes ou crises cardíacas.

Dormir seis horas diminuiu apenas ligeiramente todos esses riscos. Surpreendente é que dormir nove horas ou mais tem um efeito idêntico ao de dormir apenas cinco. O melhor mesmo é dormir sete horas, dizem os cientistas. DN

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Maré negra no Golfo do México é a maior da história

No dia em que a BP se prepara tapar de vez o poço de petróleo danificado no Golfo do México, novas estimativas da comunidade científica norte-americana garantem que este não foi só o maior derrame da história dos Estados Unidos, mas o maior de que há registo a nível mundial.

Segundo as últimas estimativas, quase cinco milhões de barris de petróleo, 780 milhões de litros, o que ultrapassa o derrame da plataforma mexicana Ixtoc em 1979, até aqui o maior registado.

“Nunca tivemos um derrame desta magnitude no oceano profundo”, diz Ian R. MacDonald, professor de oceanografia da Universidade do Estado da Florida, citado pelo The New York Times. O especialista fala de um acontecimento que ressoa em todo o ecossistema, e garante que os ecos do acidente do passado dia 20 de Abril serão ouvidos até ao final da sua vida.

Hoje a BP, proprietária da plataforma danificada, espera levar a cabo a primeira de duas operações que irão travar o vazamento de petróleo. A estratégia é injectar fluidos de perfuração, o material utilizado para dar estabilidade aos poços.

Além do enorme impacto ambiental, estima-se que o acidente leve a BP a vender 30 mil milhões de dólares em activos nos próximos 18 meses para fazer face à despesa. Estão também a ser investigadas suspeitas de “Insider trading”. O regulador norte-americano do mercado de valores procura apurar se funcionários da BP venderam informação privilegiada a investidores sobre a estratégia no Golfo do México para minimizar as perdas em bolsa provocadas pela maré negra, que chegaram a atingir os 13%. Jornal i

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