Tornou-se moda mandar trabalhadores para o exterior

Enviar trabalhadores para o estrangeiro pode custar duas ou três vez mais a uma empresa do que o investimento que faz em recrutamento local. A mobilidade internacional dos quadros é uma tendência que veio para ficar e, de acordo com o estudo International Assignment Survey – Portugal 2010, da consultora Mercer, nos próximos dois anos 79% das empresas portuguesas esperam aumentar o número de trabalhadores expatriados.

Desde 2008, 67% aumentou os colaboradores deslocados no estrangeiro e, hoje, 34% são do sexo feminino, ao contrário do que sucedia há cinco anos quando a percentagem atingia apenas os 22%. Os três motivos principais apontados pelas empresas para aumentar o número de executivos no estrangeiro são a “expansão do negócio”, o “preenchimento de uma função que requer competências técnicas específicas” ou de uma função de gestão.

Os portugueses são enviados, na maioria, para a Europa (78%) e África (56%), com Espanha e Angola a figurarem como mercados preferenciais para a expansão do negócio, em linha com o volume de exportações actualmente realizadas pelas empresas nacionais. Dos países europeus escolhidos, depois de Espanha, segue-se França e Alemanha. No continente africano, Moçambique é eleito por 50% das empresas.

Até 2012, 47% dos inquiridos “prevêem novos destinos para expatriação”. Diogo Alarcão, responsável pela Mercer em Portugal, revela que as organizações estão a procurar informações sobre destinos na Europa de Leste, China, África do Sul, Congo, Argélia, Líbia e Marrocos.

Cativar os trabalhadores depende das políticas definidas internamente, desde a compensação monetária a outras regalias que podem fazer a diferença na hora de propor uma mudança de vida. Os pacotes de compensação para um expatriado são semelhantes aos de outros países, diz Diogo Alarcão. Regra geral, é atribuído um prémio de mobilidade (percentagem do salário-base). As diferenças de custo de vida também são compensadas, quer quando se trata de países onde os preços são mais elevados, quer quando “as condições sanitárias, a oferta de bens de consumo e culturais ou o sistema de saúde são inferiores às do país de origem”. “Há ainda outras componentes como o número de viagens anuais ao país de origem, financiamento da educação dos descendentes ou habitação”, exemplifica. Público

+Ler notícia: http://economia.publico.pt/Noticia/tornouse-moda-mandar-trabalhadores-para-o-exterior_1447637

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