Oliveira de Azeméis: Moradores de Lações pedem continuidade do projecto SOLIS

Oliveira de Azeméis, 15 jul (Lusa) — Moradores do bairro de Lações, em Oliveira de Azeméis, manifestaram-se hoje junto à Câmara Municipal, apelando à continuidade do projeto de desenvolvimento sócio-comunitário SOLIS, que, nos últimos seis anos, apoiou cerca de 5000 habitantes do concelho.

Em causa está um projeto autárquico que, tendo envolvido quase 1,2 milhões de euros financiados pelo PROGRIDE — Programa para a Inclusão e o Desenvolvimento, abrangeu ações como a criação do Centro de Alojamento Temporário Casa Azul, a realização de curso de complemento ao 9.º ano de escolaridade e a abertura de um banco de voluntariado, de um serviço de apoio domiciliário e de uma estrutura itinerante de atendimento jurídico-social.

Rosa Vidal, uma das moradoras de Lações mais ativas no que se refere aos apelos à continuidade do SOLIS, declara: “O projeto foi muito benéfico para nós. Tinha atividades que faziam bem aos jovens e também era bom para os adultos, que antes estavam sempre fechados nos apartamentos e depois ficaram com coisas para fazer”. “Isto ajudou-nos muito a passar o tempo”, acrescenta Rosa Vidal, “e é uma pena se não deixam o projeto continuar”.

O diretor de comunicação da associação Dianova Portugal, Rui Martins, a entidade executora do SOLIS, confirma que essa é uma opinião generalizada entre os moradores de Lações. “As pessoas reuniram-se em frente à Câmara porque o projeto acaba a 31 de agosto e estão preocupadas com a possibilidade de o bairro não tornar a ter mais atividades como as que aí se desenvolveram nos últimos seis anos”, afirma.

Os cerca de 40 manifestantes em prol do SOLIS defendem que os principais beneficiários dessas ações eram crianças, jovens e idosos, e mostram-se particularmente inquietados quanto ao impasse em torno do Centro de Alojamento Temporário Casa Azul. Mediante um protocolo com o Instituto de Segurança Social, essa estrutura tem capacidade para acolher 15 Pessoas, mas Rui Martins diz que “ainda não se sabe muito bem se o centro se mantém a funcionar ou se a sua atividade está em risco”, o que afetaria não só os seus utentes atuais, mas também os sete funcionários afetos ao serviço.

Hermínio Loureiro, presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, garante que “a autarquia está a envidar todos os esforços para manter em funcionamento o projeto SOLIS”, porque considera que esse “é estruturante e já deu provas disso no terreno”. “Temos que nos deixar dos discursos sociais do Governo e passar à ação social”, defende o autarca. “A verificarem-se cortes no apoio a um projeto como este, isso é insensibilidade social das autoridades competentes”. AYC Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico Lusa/Fim

Deixe um comentário

Ainda sem comentários.

Comments RSS TrackBack Identifier URI

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s