Como vai o Estado da Nação fora do Parlamento?

Na Assembleia da República, Governo e deputados fazem hoje a análise do país, mas, fora do Parlamento, também há quem avalie o estado de Portugal.

O Estado da Nação é tema das conversas diárias dos portugueses. Depois de uma conversa à mesa de café, a Renascença foi ouvir algumas figuras conhecidas do público sobre o estado do país: o maestro Vitorino de Almeida, o presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários e a autarca de Vila de Rei.

“O país continua salazarento”, alerta o maestro Vitorino de Almeida

Primeiro, o compositor, músico, pianista, escritor e realizador, faz um esclarecimento: “Nós somos os patrões do Governo, porque nós somos o Estado. O povo português ignora isto”. Vitorino Almeida acusa os políticos de pensarem “como Luís XIV: «L’Etat c’est moi». Não!”. E, enquanto houver esta “confusão”, o Estado da Nação será o estado a que isto chegou. Resumindo: os portugueses não sabem fazer as devidas distinções e o país continua cinzento – fazendo lembrar outro tempo…

“O país continua salazarento, as pessoas continuam a acreditar que há um paizinho – que pode ser tirano – que manda em nós e a gente tem que aguentar”, defende.

É preciso defender a imagem do país lá fora

A opinião é do presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), Francisco Maria Balsemão.

A necessidade de defender a imagem de Portugal no estrangeiro. “Neste momento, parece-me urgente reabilitar a credibilidade do país, quer do ponto de vista do Estado quer dos bancos. Há que dar uma imagem que não seja tão má quanto as agências de rating estão a afirmar”, refere.

Francisco Maria Balsemão considera ainda que o diálogo entre o Governo e o maior partido da oposição é importante para que “lá fora percebam que estamos todos sintonizados para resolver o nosso problema”.

Falta coragem para combater os desperdício

É preciso que os políticos tenham mais coragem, diz a autarca de Vila de Rei, Irene Barata, há 21 anos no centro geodésico do país.

Na opinião desta presidente de Câmara, é o desperdício que marca hoje o Estado da Nação. É, pois, necessária uma “revolução positiva” dos políticos.

Autarca de Vila de Rei aponta desperdício como maior problema do país. “Eu não tenho carro da presidência, tenho um carro que tem 27 anos, por isso, estou à vontade para dizer que aqui não há desperdício. Sem que haja uma revolução positiva a nível das mentalidades de todos os políticos, não vamos a lado nenhum”.

Falta contenção, diz, sem pudores: “Devia haver mais contenção, devia haver um bocadinho mais de respeito”, considerando que se podia mudar muita coisa, desde logo o número de deputados na Assembleia da República – sejam eles de que partido forem. Até mesmo do PSD, partido pelo qual foi eleita Irene Barata. Rádio Renascença

+Ler notícia: http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=112544

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