Deco chumba seguros de saúde e ameaça processar seguradoras

Associação acusa empresas de exigirem sem dar. Dá 60 dias para tirarem cláusulas abusivas, como mudar preço sem pré-aviso

“Parece ser desumano revelar a um consumidor que a maioria dos planos de saúde comercializados por cá são de pouca qualidade e um investimento com pouco retorno.” Pode ser “desumano mas é a verdade”, concluem os técnicos da Pro Teste depois de analisarem 77 planos de 20 seguradoras. Além de denunciarem “cláusulas abusivas” que a Deco quer ver retiradas ou avança com acções inibitórias.

“Vão ser contactadas as seguradoras e vai ser dado um prazo, não menos que 60 dias, para retirarem as cláusulas consideradas abusivas à luz da legislação contratual. E, se não o fizerem, avançaremos com acções inibitórias para os tribunais”, disse ao DN Mónica Dias, economista que analisou os planos de saúde de 13 companhias . A AMA, Global, Groupama, Lusitania, Real, Sagres e Tranquilidade não quiseram participar.

Entre as cláusulas abusivas, está a concessão de um prazo reduzido ou nulo para o cliente reagir às alterações contratuais, por exemplo, o valor do prémio. Ou, quando o consumidor pede para pagar em 12 meses, é obrigado a fazer o pagamento por transferência bancária e sem direito a suspensão do mesmo. As situações já foram denunciadas ao Instituto de Seguros de Portugal e à secretaria de Estado do Consumidor. Diário Notícias

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Fecho de escolas “vai criar mais dificuldades”

Estabelecimentos a norte iniciam mobilização, os do centro já saíram à rua

Cerca de 80 representantes de órgãos de gestão escolar do Norte reuniram-se no Porto para debater o fecho de estabelecimentos e a fusão de agrupamentos previstos no plano de reordenamento da rede escolar. Isto no dia em que cerca de 500 pessoas se juntaram contra o processo em Viseu.

Indignação é a palavra que, segundo Manuela Mendonça, melhor ilustra o sentimento dos responsáveis escolares. “Indignação pela forma como o processo tem sido conduzido e pela falta de diálogo com as escolas”, sublinha a coordenadora do Sindicato dos Professores do Norte (SPN).

Segundo esta responsável “há um grande consenso quanto às consequências negativas da reorganização”. E aponta casos de “perigos” identificados. “No Porto, por exemplo, está prevista a fusão do Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas com o Agrupamento Escolar de Miragaia, que é um Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP) e que, por isso mesmo, tem necessidades específicas no combate ao abandono escolar, entre outras”. Diário Notícias

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