Piquenique Inter-geracional Dianova

Celebrou-se a 29 de Maio na Quinta das Lapas, sede da Dianova, o «Piquenique Inter-geracional», evento no âmbito do Projecto «Aventura Emotiva 3G» sob orientação de Gaby Cortez, estagiária acolhida no âmbito do Mestrado em Psicologia Organizacional ao abrigo de um Protocolo com as Universidades de Barcelona e de Coimbra e a Dianova. 

O objectivo do trabalho desenvolvido por Gaby Cortez foi a formulação de indicadores de proximidade Inter-geracional e o desenvolvimento de actividades formativas de promoção das relações inter-geracionais. Após a avaliação de comportamentos entre três gerações em dois Grupos de Trabalho/Focus Groups distintos envolvendo Avós, Filhos e Netos, o estudo empírico culminou com um alegre e divertido Piquenique onde estiveram presentes 25 participantes representantes das três Gerações referidas (3G).

 

Os participantes eram provenientes de ambientes e classes sociais distintas, tendo estabelecido relações de amizade e respeito muito rapidamente, partilhando experiências, histórias e sorrisos.

O evento consistiu no acolhimento dos participantes às 9 horas da manhã, seguido de uma dinâmica de grupo que permitiu que todos se conhecessem melhor. A juventude de uma sénior de 100 anos de idade foi contagiante, transmitindo a todos os presentes que a idade é um mero estado de espírito. Após um pequeno lanche seguiu-se o passeio pelo Parque Florestal, onde em pares de gerações distintas, novas histórias se ouviram.

 

Chegados a um dos pontos-chave do percurso, registou-se o momento numa animada fotografia de grupo e houve a oportunidade de integrar os convidados nos projectos futuros da Dianova, acolhendo as sugestões de novas actividades dirigidas às três gerações: acampamentos, agricultura biológica e hortas pedagógicas sugeriram os mais novos; observação da natureza e ornitologia propuseram os da geração dos Pais; e os representantes dos Avós preocuparam-se com as dificuldades de locomoção, sugerindo trilhos acessíveis a todos.

Os participantes avaliaram o evento, tendo sido o balanço extremamente positivo conforme evidenciam os testemunhos escritos e as fotografias das actividades.

 

A Dianova agradece à

  • à Comunidade Terapêutica pelos materiais e mão-de-obra cedidos;
  • à Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras pela disponibilização do transporte e dos seus utentes;
  • à Fátima Gama pelo trabalho exímio, exemplar e comovente que desenvolve com os seniores do Lar da Santa Casa, permitindo-lhes viver a vida com mais qualidade, carinho e afecto;
  • ao Engenheiro Campos de Andrada e à sua dedicação à causa que conheceu tão recentemente,  empenhando-se com profissionalismo e amizade;
  • à Diana Lodeiro pelo trabalho de voluntariado desenvolvido ao longo destes três meses, empenhando-se em todas as actividades sem esperar nada em troca;
  • à família Dôres, Marques e Amigos que redescobriram valores, partilharam afectos e ganharam alegrias;
  • a todos os participantes e voluntários, um grande Bem Hajam!

O estudo desenvolvido e os produtos finais do mesmo estarão disponíveis para consulta a partir de 1 de Julho de 2010 por parte de toda a comunidade no Centro de Conhecimento Dianova, integrado no Centro de Formação Dianova.

Novo governador pede moderação salarial e mais poupança

Para o novo governador, Portugal terá de baixar salários para ser competitivo, os portugueses terão de poupar mais e os bancos devem estar preparados para ser alvo de mais regulação – tudo para atrair mais poupança e reduzir o endividamento externo. “A combinação do agravamento das necessidades de financiamento externo de alguns estados- -membros do euro com a maior atenção dos mercados financeiros e o agravamento da restrição da oferta de financiamento externo constitui hoje o maior desafio com que se depara a área do euro e em particular a economia portuguesa”, afirmou Carlos Costa.

Portugal é um dos países mais visados pela desconfiança dos mercados e pelo menos no último mês tem sido o Banco Central Europeu a assegurar a maior parte do financiamento aos bancos portugueses, levando a alertas sérios sobre a sustentabilidade da economia por gestores da banca, como Fernando Ulrich, do BPI. Ontem, à margem da tomada de posse, o presidente da Associação Portuguesa de Bancos, António de Sousa (ex–governador), admitiu ser “impossível dizer” quando terminarão os problemas de liquidez nos mercados interbancários – problemas que já estão a tornar o crédito mais escasso e caro para a economia portuguesa.

Mais poupança, menos salário Este reforço da confiança é um dos caminhos para uma das armas contra o endividamento: a poupança. O consumo terá de ser o grande sacrificado, já que Carlos Costa, na linha de Vítor Constâncio, defende o ajustamento dos salários para ajudar a repor a competitividade das exportações – os portugueses interiorizaram mais depressa os benefícios do euro (juros e inflação baixos) que o preço imposto (salários contidos aos ganhos de produtividade), indicou o novo governador. Jornal I

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Portugal terá de apertar mais o cinto depois de 2011

Portugal terá de aprofundar ainda mais a dieta orçamental depois de 2011, alertou ontem Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo. Também o comissário europeu dos assuntos económicos, Olli Rehn, pediu ontem que se trabalhe em medidas adicionais para alcançar os objectivos para lá de 2011″, frisando a importância das reformas na área do trabalho. Estes são os primeiros avisos europeus desde o anúncio conjunto em Maio por José Sócrates e Pedro Passos Coelho do pacote de austeridade com medidas para reduzir o défice, o mais duro da democracia portuguesa – e surge no mesmo dia em que a Alemanha, a maior economia do euro, apresentou um plano de dieta financeira mais rigoroso desde o pós-guerra.

A mudança de tom da Europa acompanha as preocupações com a instabilidade nos mercados cambiais e de dívida (ver página 25), agravadas com a crise húngara. Ontem de manhã, o novo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, admitia que as medidas de austeridade até agora tomadas pelo governo estavam de acordo “com as expectativas da União Europeia”, mas que estas “são em função daquilo que pensam os mercados”.

A dúvida sobre se serão precisas mais medidas em Portugal pairou na semana passada. Depois de Teixeira dos Santos ter deixado escapar um “esperemos que não seja necessário”, a propósito de um aperto adicional do cinto, foi a vez de José Sócrates indicar que o “aumento de impostos é suficiente para os objectivos orçamentais” até 2011. O plano até agora apresentado inclui subidas no IVA, IRS e IRC, assim como cortes nos benefícios sociais e no investimento público.  Jornal I

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